sábado, 20 de dezembro de 2014

Farmaceuticos aumentam a adesão ao tratamento do HIV

A presença de um farmacêutico clínico na equipe multiprofissional que trata pacientes diagnosticados com HIV/AIDS foi responsável por aumentar de 16% para 57% a adesão dessas pessoas ao tratamento, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.
Outra resposta positiva a essa ação foi o aumento significativo dos linfócitos T CD4+ e consequentemente o percentual de pessoas com carga viral indetectável, de 21% para 52%. A função desse farmacêutico clínico foi especificamente de atender pacientes com problemas de adesão e aqueles que iniciaram a terapia antirretroviral, ou seja, aqueles com diagnóstico recente.
É o que revela a farmacêutica Lilian Pereira Primo, em trabalho desenvolvido para o Programa de Mestrado Profissional em Gestão de Organizações de Saúde, oferecido em parceria entre a FMRP e a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP.
O trabalho de acompanhamento dos pacientes com má adesão à Terapia Antirretroviral começou em 2012 e perdurou por doze meses com o intuito de avaliar o impacto da inserção do farmacêutico clínico na equipe multidisciplinar na Unidade Especial de Tratamento de Doenças Infecciosas (UETDI).
A farmacêutica afirma que o paciente sempre teve orientações quanto à doença e o tratamento. Entretanto, devido às inúmeras atividades dos profissionais envolvidos, eles não conseguiam se dedicar exclusivamente ao atendimento do paciente voltado para a adesão. Com o farmacêutico clínico, as orientações da equipe ao paciente continuam, mas com o diferencial da presença do farmacêutico clínico, que se dedica exclusivamente a orientar esse paciente. “Cada consulta individualizada, paciente e farmacêutico clínico, demora entre 20 minutos e 1 hora, dependendo da necessidade apresentada pelo paciente. Acreditamos que esta tenha sido a diferença quando avaliamos o impacto do atendimento do farmacêutico clínico na adesão”.

Sofosbuvir e ribavirina para a hepatite C em pacientes com HIV co-infecção

Importância   do Tratamento (HCV) do vírus da hepatite C em pacientes também infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) tem sido limitada devido a interacções medicamentosas com terapias anti-retrovirais (ARTs) e a necessidade de utilizar o interferão.
Objetivo   Para determinar as taxas de erradicação de HCV (resposta virológica sustentada [SVR]) e eventos adversos em pacientes com co-infecção HCV-HIV que recebem sofosbuvir e ribavirina tratamento.
Design, configuração e participantes   Open-rótulo, não randomizado, fase descontrolada 3 julgamento realizado em 34 centros de tratamento nos Estados Unidos e Porto Rico (agosto 2012-novembro 2013), avaliando o tratamento com sofosbuvir e ribavirina em pacientes com genótipos de HCV 1, 2, ou 3 e concomitante de HIV. Os doentes tinham de estar recebendo ART com os valores de RNA do HIV de 50 cópias / mL ou menos e uma contagem de células T CD4 superior a 200 células / mL ou de ter infecção não tratada HIV com uma contagem de células T CD4 superior a 500 células / mL. Dos pacientes virgens de tratamento, 114 tinham o genótipo 1 e 68 apresentaram genótipo 2 ou 3 e 41 de tratamento tiveram os participantes que tinham sido tratados com peginterferão-ribavirina teve genótipo 2 ou 3, para um total de 223 participantes.
Intervenções   doentes sem tratamento prévio com genótipo 2 ou 3 receberam 400 mg de sofosbuvir e ribavirina à base de peso por 12 semanas e os pacientes virgens de tratamento com genótipo 1 e pacientes com experiência de tratamento com genótipo 2 ou 3 receberam o mesmo tratamento para 24 semanas.
Principais resultados e Medidas   O desfecho primário do estudo foi a proporção de pacientes com SVR (HCV sérica <25 cópias / ml) 12 semanas (SVR 12 ) após o término da terapia HCV.
Resultados   entre os participantes e virgens de tratamento, 87 pacientes (76%) de 114 (IC 95%, 67% -84%) com o genótipo 1, 23 pacientes (88%) de 26 com o genótipo 2 (IC 95%, 70% -98 %), e 28 pacientes (67%) de 42 com genótipo 3 (IC 95%, 51% -80%) atingiram SVR 12 . Entre os participantes experimentaram-tratamento, 22 pacientes (92%) dos 24 com genótipo 2 (IC 95%, 73% -99%) e 16 pacientes (94%) de 17 (IC 95%, 71% -100%) alcançados SVR 12 . Os eventos adversos mais comuns foram fadiga, insônia, dor de cabeça e náuseas. Sete pacientes (3%) de tratamento HCV descontinuada devido a eventos adversos. Não se observou qualquer efeito adverso sobre a infecção VIH ou o seu tratamento.
Conclusões e Relevância   Neste-estudo aberto, não randomizado, não controlado, os pacientes com HIV que foram co-infectados com o genótipo 1, 2, ou 3 que receberam a combinação oral, livre de interferon e ribavirina de sofosbuvir por 12 ou 24 semanas tiveram taxas elevadas do SVR 12 . Mais estudos deste regime oral em várias populações de pacientes co-infectados são garantidos.
Julgamento de Registro   clinicaltrials.gov Identifier: NCT01667731 .
Fonte: jamanetwork



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Põe na Roda: HIV Hoje

Acima vídeo produzido pelo canal Põe na Roda sobre o HIV Hoje.

Prevenção ainda barra em tabus

Um grupo de adolescentes da Escola Estadual Professor José Carlos Pinotti, na Zona Norte de Londrina, descobriu que HIV e aids são palavras com um significado que extrapola eventuais notícias de jornais. Graças ao programa "Saber para Reagir", uma iniciativa da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia) em parceria com a Johnson & Johnson, eles participaram, durante todo o ano, de oficinas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), aids, diversidade e relações de gênero.

Vanessa Santos, 17, Gustavo Cruz, 17, Mateus Silva, 16, Victória Correia, 15, Persia Lara, 15, e Emily Nathaly Rodrigues, 16, são alguns dos alunos que integraram as oficinas. Os relatos sinceros dos jovens demonstram que a prevenção da AIDS só será eficiente quando o assunto for tratado sem todos os tabus que envolvem a sexualidade desta faixa etária.

Apesar de já namorarem, alguns dos jovens jamais tinham visto um preservativo. Também contaram que, antes do projeto, sabiam que o vírus HIV existia, mas não faziam ideia que o risco era tão próximo. "Sinceramente, eu não sabia direito o que era aids. Fiquei sabendo através do projeto da Alia", contou Gustavo, que mesmo tendo acesso às informações confessa ser capaz de, na empolgação, ter relações sexuais sem preservativo. "Se eu fosse ficar pensando em todas as doenças, não fazia nada", justifica ele, que também não teme uma possível gravidez das parceiras. "Se ela engravidar, a gente cuida", simplifica.

Mais conscientes, até porque também temem a gravidez, algumas meninas denunciaram que os próprios serviços de saúde são pouco acolhedores em relação à sexualidade dos adolescentes. "Já fomos ao posto de saúde pedir preservativo e os atendentes ficaram bravos, disseram que não temos idade para ‘isso’", reclamam, reforçando que o tabu em torno de assunto é mais perigoso que a simples falta de informação. "Se nos sentimos julgadas, não vamos mais pedir", concluem elas, que nunca mais voltaram à unidade de saúde com o objetivo de se proteger.

Os adolescentes que têm abertura para falar de sexo com os pais demonstram ser mais conscientes. "Minha mãe fica do meu lado e me explica sobre doenças e o risco de gravidez. Percebo que muitos pais viram as costas para as filhas e são essas meninas que acabam caindo na conversa dos caras mal intencionados", diz Emily. Victória conta que a mãe encontrou uma boa estratégia para comunicar à filha que está disposta a falar sobre sexo. "Ela coloca panfletos orientativos na minha bolsa", diz.

Paulo Wesley Faccio, educador social da Alia, explica que os adolescentes costumam ter comportamentos de alto risco porque ainda não compreendem que são vulneráveis às doenças. "Eles agem de acordo com o ‘embalo do momento’", afirma, acrescentando que as baladas movidas a bebidas alcoólicas aumentam a vulnerabilidade dos meninos e meninas. "Apesar da venda ser proibida, eles conseguem com muita facilidade", lamenta.

O educador destaca que os adolescentes ainda não são maduros para negociar o uso da camisinha. "Acham que, se propuserem a proteção, o outro vai achar que tem algo errado. Este comportamento explica também a vulnerabilidade de grupos como idosos e mulheres casadas", diz.

A escola, para ele, e o ambiente ideal para discutir sexualidade e prevenção de HIV e aids. "A equipe da José Carlos Pinotti foi muito corajosa", elogia.

A pedagoga Vera Lúcia Bueno, coordenadora do projeto na escola, e a diretora Evelice Bueno destacam que a introdução do tema na rotina dos estudantes demandou mudança de paradigmas entre os educadores. "Enquanto estávamos trabalhando a sexualidade de um jeito antigo, explicando sobre anatomia, nos deparamos com a realidade de ter um aluno HIV positivo", exemplificam. O projeto da Alia deu subsídios para a equipe envolvida conseguir tratar o tema de maneira mais próxima da realidade dos adolescentes. "Nossa expectativa, agora, é que os serviços de saúde ofereçam uma ação integrada que trate de sexualidade e diversidade através do programa ‘Saúde na Escola’", esperam.
Por: Carolina Avansini
Reportagem Local - 
http://www.folhaweb.com.br/

Portaria vai ajudar a combater discriminação por HIV no trabalho

“Esta lei vai contribuir imensamente para amenizar o estigma que ainda existe em torno do HIV no Brasil”, celebrou nesta quinta-feira, 11, o diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, em referência à portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicada neste mesmo dia no Diário Oficial da União. A Portaria nº 1.927 estabelece orientações para combater a discriminação de pessoas com HIV e AIDS nos locais de trabalho, em cumprimento à Recomendação 200 – sobre o HIV e a AIDS e o mundo do trabalho – aprovada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 17 de junho de 2010.
De agora em diante, por exemplo – segundo a nova e crucial portaria –, será considerada prática discriminatória exigir dos trabalhadores (incluindo migrantes, pessoas que procuram emprego e candidatos a trabalho) a realização de testes para diagnosticar o vírus HIV. Em outras palavras: nenhum trabalhador pode ser obrigado a realizar o teste de HIV ou a revelar o seu estado sorológico relativo ao HIV. Os trabalhadores também não devem ser coagidos a dar informações relacionadas ao HIV sobre terceiros.
“A portaria é oportuna porque, hoje, o HIV não é mais uma condição incapacitante”, reiterou o assessor técnico da Coordenação de Prevenção e Articulação Social (CPAS) do Departamento João Geraldo Netto, que vive com o vírus há 12 anos. “O HIV ainda é uma doença crônica, mas inteiramente manejável com o tratamento simplificado e acessível por meio dos antirretrovirais de última geração que utilizamos no Brasil”, completou.
O coordenador de Articulação Política do Grupo Pela Vidda-Niterói, Renato da Matta, concorda que a portaria representa um avanço “muitíssimo importante”.
ORIENTAÇÕES – De acordo com as orientações da nova portaria, não pode haver discriminação dos trabalhadores em função de seu estado sorológico, ou do fato de eles pertencerem a regiões ou segmentos populacionais considerados sob maior risco ou vulnerabilidade à infecção por HIV.
A portaria estabelece também que os resultados dos testes de HIV devem ser confidenciais e não comprometer o acesso ao emprego, à estabilidade ou às oportunidades de avanço profissional. O trânsito de trabalhadores migrantes ou que pretendem migrar em função do emprego não deve ser impedido com base em seu status sorológico. O estado sorológico não pode ser causa de demissão, e as ausências temporárias por motivo de doença ou para cuidados relacionadas ao HIV/AIDS devem ser tratadas como as ausências por outros motivos de saúde. Ademais, a possibilidade de continuar a trabalhar – enquanto estão clinicamente aptos – deve ser dada aos trabalhadores que sofrem de doenças relacionadas ao HIV. Neste mesmo sentido, devem ser implementadas medidas para eventualmente realocar estes trabalhadores a cargos e atividades adaptados às suas capacidades; para apoiar sua requalificação profissional, se necessário; ou para facilitar o seu retorno ao trabalho.
Além disso, para enfatizar que o HIV não é transmitido pelo contato físico, a Portaria nº 1.927 estabelece que os trabalhadores devem receber informações e orientações sobre prevenção e modos de transmissão do HIV, no caso de haver possibilidade de exposição ao vírus no local de trabalho. Evidentemente, este local deve ser seguro e salubre, a fim de prevenir qualquer possibilidade de transmissão.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fumantes com HIV tem expectativa menor de vida.

Pacientes com HIV positivo, que recebem tratamento com anti-retroviral, podem perder mais anos de vida fumando do que por causa da doença, de acordo com um estudo dinamarquês publicado na Clinical Infectious Diseases. O resultado da pesquisa mostra a importância de abandonar o tabagismo após a descoberta da doença.  A diminuição de expectativa de vida chega a mais de 10 anos. 

Marie Helleberg, da Copenhagen University e outros especialistas estimaram o efeito do tabagismo sobre a mortalidade, risco de morte e número de anos de vida perdidos em comparação com anos perdidos por causa do HIV. A pesquisa reuniu cerca de 3 mil pacientes com a doença que foram tratados na Dinamarca de 1995 a 2010. Neste período, o tratamento com anti-retroviral foi oferecido gratuitamente.

O estudo concluiu que mais de 60% das mortes de pacientes com HIV são associadas ao tabagismo e que o índice de mortalidade de infectados com HIV fumantes é três vezes maior do que os fumantes sem HIV.

A expectativa de vida estimada diferiu significativamente: uma pessoa com 35 anos que fumava tinha a expectativa de vida até 62,6 anos, enquanto para outro paciente que não fumava a previsão foi de 78,4 anos. 


"Nossos resultados reforçam a importância de orientar os pacientes de HIV no abandono do fumo por afetar a expectativa de vida consideravelmente mais do que a própria infecção pelo HIV", escreveram os autores do estudo.

Casos de HIV aumentaram entre as mulheres

Embora casos de Aids sejam mais notificados em homens no país, há uma faixa etária em que o vírus tem sido mais incidente em mulheres: dos 13 aos 19 anos. A vulnerabilidade das adolescentes brasileiras preocupa organizações feministas, que pedem políticas de prevenção específicas.

O alerta foi publicado em um relatório de monitoramento da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta sexta-feira. A publicação contou com a participação de 13 movimentos que lutam pelos direitos das mulheres no país.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Estudo revela novos indices de HIV

O estudo mostrou que, entre 2008 e 2011, o índice de novos casos do vírus só foi maior em mulheres do que homens na faixa etária dos 13 aos 19 anos, e por isso o alerta para a necessidade de estratégias de prevenção específicas. Outro dado destacado no estudo foi que 96% dos casos de Aids em mulheres registrados em 2012 foram transmitidos por via sexual — ou seja, sexo desprotegido.

A pesquisa também afirma que há uma clara associação entre o sexo não consentido com a infecção pelo vírus. Mulheres vítimas de estupro enfrentam um risco 50% maior de serem contaminadas pelo HIV, conforme o estudo. Por isso, organizações de defesa das mulheres pedem que o governo produza dados que incluam a violência sexual em seus levantamentos sobre Aids.

O relatório de monitoramento da Cedaw também alerta para o aumento da incidência de sífilis no país. A pesquisa informa que a prevalência da doença em mulheres em trabalho de parto ou pós-parto é quatro vezes maior que a da infecção pelo HIV, devido ao “pré-natal de baixa qualidade e deficiência na formação médica”.



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Não sou um coitadinho

Rodolfo Bottino atuou em diversas novelas da Globo nos anos 1980 e 1990 como "Ti Ti Ti" (1985), "Lua Cheia de Amor", "Bebê a Bordo" e "Deus nos Acuda", entre outras
A entrevista a seguir aconteceu no restaurante Assis, no Cosme Velho, zona sul do Rio, onde Bottino, toda terça-feira, dá aulas de gastronomia para leigos. Antes de preparar um delicioso ceviche com purê de batata-doce e um peito de frango no gergelim, o ator relembrou momentos marcantes de sua vida e as lições que assimilou. "Não tenho medo de morrer, só não quero morrer agora. Está bom aqui. Não quero ser exemplo para ninguém. Odeio ser chamado de coitadinho", afirma.

Bottino é inquieto. Em quase duas horas de bate-papo, fuma três cigarros, bebe duas xícaras de café bem forte e bebe um copo de água. Fora da televisão, está escrevendo dois livros, um de culinária e um de ficção. "O personagem mata as pessoas e depois as cozinha", ri. É com este mesmo sorriso, de quem ri da vida - e para a vida - que Bottino segue a sua. "Não tenho memória para a dor", sentencia.

iG: O filme no qual você faz uma participação trata de uma possível volta ao passado. Tem vontade de viajar no tempo? 
RODOLFO BOTTINO : Apesar de ser aquariano, nunca gostei desse tipo de assunto. O que é o tempo? É um mistério. Mudar o andamento da história pode ser uma grande cagada. As coisas são erradas porque devem ser erradas. Ninguém é certinho, nem minha mãe é.

iG: Então se tivesse esta oportunidade não mudaria nada na sua vida ? 
RODOLFO BOTTINO : Te respondo com um paradoxo. Mudaria várias coisas só por saber que não posso mudar. Para dar um exemplo prático, não teria feito a faculdade de engenharia civil. Amo matemática, é bom para decorar texto. Só. Não construo edifícios. Teria feito psicologia ou filosofia. Era uma época com forte tendência hippie.

iG: Como você participou do movimento hippie? 
RODOLFO BOTTINO : A gente falava que era hippie, mas comprava jeans da moda. Usávamos o capitalismo para mostrar que éramos hippies. Isso então não é ir contra o sistema. O movimento hippie chegou ao Brasil de forma diferente do que foi vivido pelos americanos. As coisas chegavam aqui com certo 'delay'.

iG: O que traz daquela época? 
RODOLFO BOTTINO : Acho que a ideologia 'paz e amor'. Nada mais. Adoro dinheiro, ir a Paris gastar com coisas bacanas, cozinhar alta gastronomia. O movimento hippie surgiu na onda da guerra do Vietnã. Os americanos estavam envolvidos sim com o desabamento das torres gêmeas. Você pode achar que é teoria da conspiração. Mas americano está sempre envolvido com o dinheiro, com a guerra.

iG: Tendo vivido uma época efervescente, atualmente sua geração encaretou? 
RODOLFO BOTTINO : Minha geração encaretou muito! Sabe o que acontece? O jovem quer o novo, tem que experimentar tudo. Porque depois de velho fica uma merda experimentar as coisas. O quarentão vai ficando canônico, porque não sabe o que responder ao filho. E o velho não tem nada a perder, principalmente os que já experimentaram tudo.

Para ver a reportagem completa é só acessar o site: http://gente.ig.com.br/rodolfo-bottino-nao-sou-um-coitadinho/n1597200976333.html

Fonte:IG /Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro 



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A Palavra do Senhor

A galera do canal Põe na Roda lançou esse vídeo hoje que mostra que a gente tem que parar de procurar coisas na bíblia para condenar nossos semelhantes assista o vídeo abaixo e se divirta.




Notícia: SP concentra a maioria dos casamentos Gays.

Mulher, 35 anos, lésbica e casada em São Paulo. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse é o perfil típico do brasileiro que decidiu se casar no civil com outra pessoa do mesmo sexo no ano passado.
Foi a primeira vez que o órgão analisou casamentos homossexuais a partir de dados obtidos junto a cartórios de todo o país.
De acordo com a pesquisa Estatísticas de Registro Civil 2013, divulgada nesta terça-feira, foram realizados no ano passado 3.701 casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo no país, dos quais 52% entre mulheres (1.926) e 48% (1.775) entre homens. O IBGE não contabiliza registros de união estável.
O Sudeste concentra a maior proporção de casamentos homossexuais (65,1%). São Paulo é o Estado onde houve a mais alta incidência desse tipo de enlace, com 80,8% do total da região e mais da metade do país (1.945 ou 52,5% do total nacional), seguido por Rio de Janeiro (211) e Minas Gerais (209), Santa Catarina (207) e Ceará (184).
A menor incidência foi observada no Acre, com apenas um único matrimônio homossexual (entre dois homens) no ano passado.
Já em relação à idade, os homens gays se casaram mais tarde do que as mulheres. Eles tinham em média 37 anos, contra 35 delas, informou o órgão.
Segundo o IBGE, houve predominância de casamentos entre pessoas solteiras, tanto entre casais masculinos (82,3%) quanto femininos (75,5%).

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Ciclo no Viber

Pessoal estamos no viber agora é só procurar por ciclo positivo.


HIV está se tornando menos mortal

O vírus HIV está se tornando menos mortal e menos infeccioso, de acordo com uma pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford.
Os pesquisadores mostraram que o vírus está perdendo força ao se adaptar ao nosso sistema imunológico e demorando mais para causar a Aids (a síndrome da imunodeficiência adquirida, que ocorre à medida que as barreiras imunológicas do corpo começam a ser corroídas).
Alguns virologistas sugerem que a evolução do vírus pode torná-lo, algum dia, "quase inofensivo". Para os pesquisadores de Oxford, as mudanças no vírus podem ajudar nos esforços para conter a pandemia.

Hoje, o HIV infecta mais de 37 milhões de pessoas no mundo - em seus corpos, ocorre uma batalha entre o sistema imunológico e o vírus. Tal qual um mestre do disfarce, o vírus sabe rapidamente e com pouco esforço passar por mutações para se adaptar ao sistema imunológico.
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No entanto, às vezes o HIV infecta uma pessoa com um sistema imunológico particularmente eficaz.
"[Nestes casos] o vírus fica entre a cruz e a espada", explica o professor Philip Goulder, da Universidade de Oxford. "Ele pode perder a eficácia ou se transformar para sobreviver e, se tiver que mudar, isso terá um custo."
O "custo" é uma diminuição na capacidade de se replicar, o que faz com que o vírus se torne menos infeccioso e leve mais tempo para causar Aids.
Lentidão
À medida que este vírus enfraquecido é passado para outras pessoas, tem início um lento ciclo de enfraquecimento.
A equipe mostrou esse processo acontecendo na África, comparando Botswana, onde os problemas com o HIV existem há um longo tempo, e África do Sul, onde o vírus chegou uma década depois.
"É bastante surpreendente. É possível ver que a capacidade de se replicar é 10% menor em Botswana do que na África do Sul e isso é muito emocionante", disse Goulder à BBC.
"Estamos observando a evolução acontecer na nossa frente e é surpreendente a rapidez com que o processo está acontecendo. O vírus está perdendo sua capacidade de causar doença e isso vai contribuir para sua eliminação."

A cura chegando


Pelo menos 35 milhões de pessoas em todo o planeta possuem em seu organismo o vírus da temida e mortal doença conhecida como Aids. O HIV consegue atacar as células de defesa do corpo humano e, infelizmente, por mais que os médicos tentem, ainda não há uma maneira eficaz de tratá-la, o que causa anualmente a morte de até 1,7 milhão de pacientes. Acontece que o vírus da Aids evolui de uma maneira tão rápida que é muito complicado estabelecer uma única droga para combatê-lo. Em vez disso, é preciso encarar a ameaça com tratamentos mais exóticos nos pacientes que carregam o HIV há mais tempo ou tentar expulsar o vírus antes que ele tenha chance de agir em casos recentes. Apesar disso, cientistas tiveram enormes avanços durante os últimos anos, na busca de uma maneira de combater o vírus com mais eficiência, a fim de poder neutralizá-lo por completo.
É claro que com a larga quantidade de pessoas que lutam contra o HIV, a descoberta de uma cura definitiva certamente poderia ser encarada como um dos maiores feitos da humanidade. No entanto, essa "cura" deve ser segura para os pacientes, além de abrangente, e também é preciso que seja possível reproduzir as medidas para serem aplicadas em outros enfermos.
E, se quisermos erradicar o vírus da imunodeficiência humana de uma vez por todas, é essencial que a prevenção à Aids seja aumentada e que ela seja tratada nos estágios mais recentes quanto for possível.

Caminhando a passos largos

Não é de hoje que já existem pacientes que conseguiram vencer a batalha contra a Aids. No ano de 2007, Timothy Ray Brown, um homem de 40 anos de idade, soropositivo, recebeu um tratamento com células-tronco a fim de tratar uma leucemia mieloide aguda. Para a sorte de Brown, que já se encontrava em um estado muito próximo à morte, as células utilizadas em seu tratamento foram recebidas de um paciente com uma anomalia genética, que o tornava resistente à infecção do HIV.
Assim, no decorrer dos 20 meses seguintes do tratamento, já sem ministrar as drogas retrovirais, os níveis de vírus no sangue, na medula espinhal e no intestino de Brown se tornaram indetectáveis. Portanto, no ano de 2011 foi confirmado que o paciente estava oficialmente curado da contaminação com o HIV. É claro que o caso de Brown é altamente específico e é praticamente impossível de ser reproduzido. Mas o fato é que foi provado que é possível sim vencer o vírus.
Em tempo, na semana passada, dois novos pacientes também foram declarados livres da ameaça do vírus da Aids. Isso ocorreu depois que ambos foram submetidos a transplantes de medula óssea, a fim de tratar um câncer sanguíneo. Assim que o nível de presença do vírus no sangue dos dois se tornou indetectável, foi suspensa a medicação com os retrovirais — e mesmo depois disso não foi constatado o retorno da ameaça.

Estratégias de combate

Desde que alguns resultados têm sido satisfatórios, os cientistas conseguiram formar alguns planos de ação para o combate mais eficiente da Aids. A primeira e mais eficaz de todas as maneiras de tratamento é pegar a doença em seus estágios iniciais, principalmente, quando o vírus já foi detectado, mas ainda não teve chance de agir. Isso ocorre em infantes diagnosticados soropositivos assim que nascem, por exemplo.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Dica de site:

Para quem não conhece tem o site Radar HIV é um tipo de rede social aonde você pode tirar dúvidas através dos foruns e também pode fazer amizades. Quer conhecer acesse agora: www.radarhiv.com 


 
 

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