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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Notícias que geraram otimismo.

Os médicos militares do Egipto anunciaram a conclusão de testes de medicamentos e de aparelhagem para o tratamento de HIV, (Vírus de Imunodeficiência Humana), e da hepatite C.

A tecnologia foi denominada “Complete Curing Device” (CCD) e permite rastrear e eliminar os vírus e levar a cabo a terapia geral.
O correspondente da Voz da Rússia foi o primeiro jornalista estrangeiro que teve a oportunidade de conversar com os dirigentes deste projecto que ainda há pouco era ultra secreto. Numa palestra, realizada no Departamento de Engenharia das Forças Armadas, estiveram presentes ambos os criadores da tecnologia única – o general-médico Ibrahim Abdel-Atti e o coronel-médico Ahmed Amin. Foi o coronel Ahmed Amin quem falou da nova tecnologia:

“O Departamento de Engenharia das Forças Armadas desenvolveu e testou dois aparelhos. Um deles, que tinha sido desenvolvido sob a minha direcção, descobre os vírus, enquanto o outro, desenvolvido sob a direcção de Ibrahim Abdel-Atti, elimina estes vírus. O programa geral de tratamento inclui também medicamentos especialmente desenvolvidos. Os medicamentos e a aparelhagem já foram submetidos a todos os testes em modelos, em animais e em humanos. Isto diz respeito ao HIV e ao vírus da hepatite C. Todos os ingredientes dos medicamentos também foram submetidos a testes de toxicidade. Fizemos também um teste de estabilidade de convalescença durante os 33 meses depois do tratamento. O desenvolvimento do nosso método levou cerca de vinte anos” disse.

A propósito, segundo já informou Ibrahim Abdel-Atti, cerca de 70% das análises químicas dos medicamentos foram efectuadas nos laboratórios russos da cidade de Dubna.

“Antes de dar início à verificação da eficiência do aparelho no tratamento de humanos, obtivemos todos os certificados necessários. Sem estes documentos não poderíamos testar o efeito produzido por este aparelho em pessoas humanas. Todos estes certificados encontram-se no Ministério da Saúde do Egipto. Já na fase de testes destes métodos em animais, obtivemos provas patentes de que depois do ciclo de tratamento os vírus no organismo desaparecem. Os nossos cientistas estudaram vínculos químicos dentro do vírus e os vínculos químicos dos componentes do sangue. Eles descobriram o método que permite romper os vínculos químicos dentro do vírus sem prejudicar os componentes do sangue” acrescentou.

Segundos os médicos, o prazo de tratamento é de seis meses. Inicialmente, o paciente toma medicamentos durante dez dias. A seguir, durante 15 a 25 dias, em conformidade com o estado do paciente, que é submetido ao tratamento com o aparelho uma hora por dia. E depois, novamente toma medicamentos até completar o prazo total de seis meses.

“Constatamos que os vírus desapareceram do organismo de todos os pacientes submetidos aos nossos testes.”

Questionado se será acessível o tratamento de acordo com o método novo, a fonte disse “simultaneamente com a cura da doença, provocada pela infecção básica, pára também o desenvolvimento de doenças secundárias, resultantes da enfermidade principal. Por exemplo, pára o desenvolvimento da diabetes ou o processo de deterioração da visão. O nosso método não exerce directamente influência sobre as infecções secundárias e outras patologias secundárias. Ele elimina o vírus que tinha provocado a doença primária – então as doenças secundárias param de desenvolver-se e podem ser curadas”.

Em relação ao tratamento disse não foi estudada a questão do custo de mas, certamente, haverá uma diferença substancial do custo em comparação com o Ocidente. “Um simples operário poderá fazer o tratamento sem enfrentar problemas materiais. E isto vai ocorrer já em breve. Inicialmente pretendemos pôr em funcionamento esta aparelhagem em um ou dois hospitais militares. Mais tarde, os mesmos aparelhos serão instalados nos hospitais civis. Vamos começar a tratar oficialmente os pacientes a partir de 01 de julho”.

Fonte: http://noticias.mmo.co.mz/2014/03/medicos-egipcios-anunciam-cura-de-hiv.html#ixzz3SOuijOo6

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Saliva passa HIV?

A  Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS , cujo agente etiológico é o vírus da imunodeficiência humana – HIV, é caracterizada pela imunodepressão que resulta, principalmente da infecção e destruição dos linfócitos T4, que são as células que comandam a resposta imune do organismo. O HIV tem uma grande “afinidade” por células sanguíneas, nervosas e musculares e pode desempenhar papel predisponente ou determinante da graves lesões nos sistemas nervoso, respiratório e digestivo.
 A AIDS é considerada por muitos autores como uma doença crônica, não só pelo prolongado período de incubação, como também pelos avanços terapêuticos que permitem uma sobrevida cada vez maior.
O HIV já foi isolado no sangue, sêmen, secreções vaginais, saliva, lágrima, leite materno, fluido cérebro-espinhal, fluido amniótico e urina. Porém as evidências epidemiológicas mundiais indicam que apenas o sangue, sêmen e secreções vaginais e possivelmente, o leite materno, são as fontes de infecção do vírus.
Toda evidência epidemiológica acumulada indica que alimentos, água, insetos e contatos casuais não transmitem o vírus. Do mesmo modo, não foram documentados casos de transmissão pela saliva. Observa-se, aliás, que o HIV é raramente encontrado na saliva e, quando presente, ocorre em pequena quantidade, como partícula viral extracelular. A saliva é rica em proteínas que inibem a infecção pelo HIV. Dentre elas, salientamos a enzima inibidora de protease secretada por leucócitos (SLIP) que representa uma barreira natural na transmissão do vírus. Além disso, sua hipotonicidade, que provoca a lise (quebra) celular, é mais um obstáculo.
fonte: ministério da saúde

Brasil: Governo vai distribuir mais de 70 milhões de camisinha no país


Perigo!: Nova forma de HIV se transforma em AIDS antes de vítimas percebem que estão infectados

Uma nova forma "agressiva" de HIV evolui para AIDS tão rapidamente os pacientes podem desenvolver sintomas antes que eles percebem que estão infectadas.
A nova variante pode progredir para AIDS em apenas três anos, dizem cientistas de Belgium KU Leuven.
Escrevendo no EBioMedicine jornal, os investigadores dizem que a nova forma agressiva tem sido visto em pacientes em Cuba.
Os pesquisadores acreditam que a nova cepa mortal 'nasceu' dentro dos corpos de pacientes infectados com várias cepas de HIV.
Os novos órgãos ataques deformação pacientes muito mais rápido do que outras cepas de HIV, uma vez que "pula uma fase 'no processo de infecção normal.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Falta preservativo na Venezuela

A escassez de preservativos afeta os programas de prevenção à aids na Venezuela e poderá comprometer as Metas do Milênio de combate à epidemia e à gravidez precoce, alertou hoje (6) o presidente da organização não governamental StopVIH, Jonhatan Rodríguez.
“Sem um preservativo, não podemos fazer nada. A Venezuela apresentou o terceiro maior índice de infeções de HIV por habitante da América do Sul, segundo dados da Organização das Nações Unidas em relatório correspondente a 2013. O país também tem uma das mais altas taxas de gravidez em adolescentes do continente”, disse.

De acordo com Jonhatan Rodríguez, a falta de preservativos afeta as campanhas oficiais e privadas de prevenção ao contágio da doença, porque impedem que seja colocada em prática uma das recomendações mais importantes, a prevenção.

Para ajudar jovens, a saber, mais sobre o vírus da aids e prevenir novas infeções, a StopVIH trabalha na elaboração de um aplicativo para smartphones, que estará disponível em breve e gratuitamente para os sistemas Android, RIM (Blackberry) e Windows.

“O aplicativo permitirá que nossa contribuição à sociedade continue crescendo”, informou Rodríguez. Ele acrescentou que o aplicativo é desenvolvido pela própria ONG, com ajuda de profissionais de informática.

Os preservativos desapareceram das prateleiras de farmácias e demais estabelecimentos comerciais do país desde o fim de 2014. A principal queixa das empresas é a dificuldade de acesso a dólares para procedimentos de importação.

O problema é consequência do sistema de controle cambial em vigor, que impede a livre compra de moeda estrangeira no país, sendo necessário recorrer ao Estado para obter as autorizações.

Diante da situação, a StopVIH apelou ao Ministério de Saúde venezuelano para agilizar os procedimentos, de modo que as empresas consigam importar preservativos e “abastecer urgentemente as farmácias e os programas de prevenção de infeções por transmissão sexual”.

Na Venezuela, é cada vez mais difícil conseguir produtos essenciais como alguns medicamentos, leite, óleo, café, açúcar, margarina, papel higiênico ou outros produtos básicos de higiene. Diariamente, os supermercados registram filas de clientes à procura de produtos, que, muitas vezes, são levados antes de chegar às prateleiras.

Alguns cidadãos recorrem frequentemente a aplicativos de smartphones para saber aonde chegam produtos escassos e para avisar amigos de sua existência em determinado local. Para consegui-los, os venezuelanos perdem horas em filas de diferentes estabelecimentos comerciais.

Por Agência Brasil

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

HIV: Reservatório latente do vírus nas células do sistema imunológico raras poderia ajudar a desenvolver a cura.

Reservas ocultas de vírus HIV que jazem latentes em células brancas do sangue infectadas podem fornecer a resposta de uma cura para a doença que reclamou mais 39 milhões de vidas.

Pesquisa da Universidade de Rockefeller sugere que um corpo tranquilo de células do sistema imunológico que não dividem poderia abrigar uma reserva do vírus HIV, um potencial alvo para terapias que visam a cura, em vez de gerir a doença.

Estas são um tipo de células T CD4, um tipo especial de células de memória no sistema imunológico que lembro de patógenos encontraram anteriormente e alerta o corpo provocando uma proliferação de células T sintonizado para reconhecer o agente patogénico.

"Recentemente demonstrou que células brancas do sangue infectadas pode proliferar ao longo do tempo, produzir muitos clones, genes do HIV que contém todos os. No entanto, descobrimos que estes clones não aparecem abrigar o reservatório latente do vírus,", diz o autor do estudo Lillian Cohn estudante graduado no laboratório de Imunologia Molecular do Nussenzweig.

"Em vez disso, nossa análise aponta para células que nunca tenham dividido como a fonte do reservatório latente."

HIV pertence a uma família de vírus que se inserir diretamente no genoma da célula hospedeira, onde eles perduram muito tempo após a infecção inicial. HIV destina-se principalmente os linfócitos T CD4, uma célula envolvida em iniciar uma resposta imune.

Em integrar em si o código genético de uma célula T CD4, o vírus seqüestra o processo reprodutivo da célula para produzir mais cópias de si mesmo que infectam e matam as outras células.

Na maioria das vezes a replicação não é totalmente bem sucedida, mas faz bastante dano ao sistema imunológico do hospedeiro, deixando a pessoa vulnerável a infecções oportunistas potencialmente fatais de anos.

Anti-retrovirais no mercado suprimem trabalho de infecção de HIV por perturbar o sequestro de célula do hospedeiro.

Fragmento de DNA

No entanto, uma parte significativa do vírus permanece dormente, minúsculo fragmento de ADN escondido dentro do genoma da célula hospedeira. A infecção permanece latente.

O presente estudo foi à procura deste reservatório do vírus.

Dentro do genoma humano há muito tempo, as chances de inserir-se no mesmo site do vírus são raras. Tais células idênticas são células clonadas enquanto há também as células T CD4 exclusivas com site exclusivo de integração.

Os investigadores examinaram clonadas e exclusivas de células T CD4 em amostras de sangue de 13 pessoas infectadas com o HIV. Uma técnica computacional analítica identificou os locais de integração nas células.

Testes em 75 sequências virais retiradas os clones expandidos de células para vírus latentes renderam nada.

Isto levou a equipe para concluir que o reservatório latente reside em raras células com sites de integração única.

O estudo foi publicado na célula.

Quase 78 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus HIV e aproximadamente 39 milhões de pessoas morreram de HIV no mundo, diz a Organização Mundial de saúde. Quase 35 milhões de pessoas estavam vivendo com a doença no final de 2013, enquanto 1,5 milhões morreram devido à Aids sintomas relacionados.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Cura para o HIV na esquina como estudo encontra escondido o paradeiro de vírus latente.

Um novo estudo revelou que HIV latente pode ficar escondido em células do sistema imunológico "tranquila", sugerindo que fosse possível a cura e não apenas de controle HIV. Pesquisadores da Universidade de Rockefeller mostraram que medicamentos para HIV tornaram-se hábeis em suprimir a infecção, mas eles ainda não consegue eliminá-lo porque a medicação nessas pílulas não toca reservas ocultas do vírus, que se encontram latentes dentro de células brancas do sangue infectadas.

Autor Lillian Cohn disse que recentemente foi demonstrado que células brancas do sangue infectadas pode proliferar ao longo do tempo, produzir muitos clones, genes do HIV que contém todos os. Cohn acrescentou que, no entanto, eles encontraram que estes clones não aparecem abrigar o reservatório latente do vírus, em vez disso, sua análise aponta para células que nunca tenham dividido como a fonte do reservatório latente.

HIV visa principalmente linfócitos T CD4, um tipo de célula T envolvido em iniciar uma resposta imune, e quando isso acontecer, pode produzir uma infecção activa, a célula para produzir mais cópias de si mesmo na ordem de seqüestro infectar outras células e matá-lo no processo.

Drogas anti-retrovirais que suprimem a infecção pelo HIV trabalham por perturbar este seqüestro, mas o vírus também pode falhar produzir uma infecção activa, permanecendo quieto, pequeno fragmento de ADN escondido dentro do genoma da célula hospedeira. Se assim for, as drogas não tem nada para atrapalhar, e a infecção permanece latente. Se um paciente parar de tomar anti-retrovirais, a infecção se recupera e é verdadeiramente incrível que o vírus pode dar origem a AIDS 20 anos após a infecção inicial, diz Cohn.

Cohn acrescentou que, enquanto eles não podem descartar a possibilidade de que um clone raro de células pode conter um vírus ativo, parece mais provável que o reservatório latente e o alvo em potencial das terapias para curar o HIV reside nas células mais raras única contendo integrações exclusivas.

O estudo foi publicado na cela.

Fonte: http://www.dnaindia.com/world/report-cure-for-hiv-around-the-corner-as-study-finds-hidden-whereabouts-of-latent-virus-2057249

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Os efeitos da AIDS são reversíveis.




 Este filme mostra Selina, uma mulher negra e pobre, também soropositiva.

Ela se permitiu filmar durante noventa dias.

Noventa dias da realidade de uma portadora de HIV pobre, negra e sem muitas pessoas por si.

O filme é contado de forma reversa e eu cheguei a encontrar pessoas que, não entendendo nada, mostravam o vídeo como uma “advertência” para os efeitos da AIDS.

Não é esta a história de Selina.

A história de Selina começa pelo nonagésimo dia e corre até o primeiro, quando ela começou a receber a terapia combinada também conhecida como coquetel…

A última mensagem do vídeo é:

Os efeitos da AIDS são reversíveis!

Ajude alguém a ter uma segunda chance.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

RJ recebe o medicamento 3x1

A quantidade é suficiente para atender os pacientes nos próximos doze meses. Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 7,3 milhões de comprimidos

O Estado do Rio de Janeiro recebeu, esta semana, o estoque de 1,4 milhão de comprimidos do medicamento 3 em 1 para o tratamento de pacientes com HIV e aids, enviados pelo Ministério da Saúde na última semana. A previsão é de que a dose tripla combinada, composta pelos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg), comece a ser distribuída aos pacientes do estado esta semana. A combinação de medicamentos deverá beneficiar em todo o país 100 mil novos pacientes com HIV e aids. O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos para todo o país. O estoque é suficiente para atender os pacientes nos próximos doze meses.

De acordo com o novo boletim epidemiológico, atualmente cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e aids no país. Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no país. No Rio de Janeiro foram registrados 103 mil casos nesse mesmo período. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. No Estado do Rio de Janeiro essa taxa é de 27,6 a cada 100 mil habitantes.

O uso do medicamento 3 em 1 está previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids do Ministério da Saúde como tratamento inicial para os pacientes soropositivos. Atualmente, os medicamentos são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e consumidos, separadamente. Os Estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus, recebem, desde novembro, a dose tripla combinada. Nesse período, cerca de 11 mil pacientes foram beneficiados nos dois estados.

Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a dose combinada representa um avanço importante na melhoria do acesso ao tratamento de aids no país. “A utilização de dose fixa combinada (3 em 1) irá permitir uma melhor adesão ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e aids. Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido ”, explicou o ministro.

INCORPORAÇÕES – Em 2014, o Ministério da Saúde incorporou novos medicamentos para os pacientes com aids, como o ritonavir 100 mg, na apresentação termoestável, que permite que o medicamento seja mantido em temperatura de até 30°C. A incorporação representou um importante avanço uma vez que o medicamento distribuído anteriormente no SUS necessitava de armazenamento em câmara fria.

Em dezembro, o SUS passou a oferecer o medicamento tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300mg em um único comprimido, o chamado 2 em 1. A nova formulação, produzida nacionalmente, é distribuída pela Farmanguinhos/Fiocruz. Ainda em dezembro, o Ministério da Saúde passou a garantir a todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, o acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a aids pelo SUS. A medida também integra o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e aids.

Entre 2005 e 2013, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de brasileiros com acesso ao tratamento, passando de 165 mil (2005) pra 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.

SP recebe a medicação 3x1

A quantidade é suficiente para atender os pacientes nos próximos doze meses. Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 7,3 milhões de comprimidos
O Estado de São Paulo recebe, esta semana, o estoque de 2,3 milhões de comprimidos do medicamento 3 em 1 para o tratamento de pacientes com HIV e aids, enviados pelo Ministério da Saúde na última semana. A previsão é de que a dose tripla combinada, composta pelos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg), comece a ser distribuída aos pacientes do estado esta semana. A combinação de medicamentos deverá beneficiar em todo o país 100 mil novos pacientes com HIV e aids. O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos para todo o país. O estoque é suficiente para atender os pacientes nos próximos doze meses.
De acordo com o novo boletim epidemiológico, atualmente cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e aids no país. Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no país. Em São Paulo foram registrados 242 mil casos nesse mesmo período. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. No Estado de São Paulo essa taxa é de 18 a cada 100 mil habitantes.  
O uso do medicamento 3 em 1 está previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids do Ministério da Saúde como tratamento inicial para os pacientes soropositivos. Atualmente, os medicamentos são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e consumidos, separadamente. Os Estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus, recebem, desde novembro, a dose tripla combinada. Nesse período, cerca de 11 mil pacientes foram beneficiados nos dois estados.
Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a dose combinada representa um avanço importante na melhoria do acesso ao tratamento de aids no país. “A utilização de dose fixa combinada (3 em 1) irá permitir uma melhor adesão ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e aids. Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido ”, explicou o ministro.
INCORPORAÇÕES – Em 2014, o Ministério da Saúde incorporou novos medicamentos para os pacientes com aids, como o ritonavir 100 mg, na apresentação termoestável, que permite que o medicamento seja mantido em temperatura de até 30°C. A incorporação representou um importante avanço uma vez que o medicamento distribuído anteriormente no SUS necessitava de armazenamento em câmara fria.
Em dezembro, o SUS passou a oferecer o medicamento tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300mg em um único comprimido, o chamado 2 em 1. A nova formulação, produzida nacionalmente, é distribuída pela Farmanguinhos/Fiocruz. Ainda em dezembro, o Ministério da Saúde passou a garantir a todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, o acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a aids pelo SUS. A medida também integra o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e aids.
Entre 2005 e 2013, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de brasileiros com acesso ao tratamento, passando de 165 mil (2005) pra 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.
 Agência Saúde 

Maior expectativa de vida para as pessoas vivendo com HIV, onde o tratamento se distribuído de forma equitativa e universal

Estudos grandes, primeiramente na Europa Ocidental, EUA e Austrália, mostraram que a potente combinação da terapia antirretroviral (comumente chamada de ARV ou TARV) trouxe uma enorme melhora na saúde das pessoas soropositivas. No Canadá e em outros países de renda alta, as infecções relacionadas com a aids são incomuns em pessoas com HIV que estão sob cuidados de antirretrovirais. Como resultado, os pesquisadores esperam, cada vez mais, que um jovem adulto infectado pelo HIV e que começa o tratamento logo após a infecção, faz seu tratamento todos os dias exatamente como recomendado pelo médico e não possui problemas de saúde coexistentes não tratados — como dependência química, depressão, esquizofrenia ou coinfecção com o vírus da hepatite C — possa viver por várias décadas.

Até recentemente a análise de expectativa de vida para um grande número de pessoas que vivem com HIV no Canadá e nos EUA não estava disponível. Agora, um consórcio de pesquisadores de todo o continente reuniu estes dados. Os pesquisadores descobriram que, em geral, a expectativa de vida para os portadores do HIV aumentou ao longo da última década e está se aproximando de pessoas soronegativas. No entanto, nem todos os grupos principais afetados pelo HIV experimentam o mesmo grau de expectativa de vida. Neste boletim, vamos explicar quais grupos são afetados e oferecer possíveis razões para as diferenças observadas.

Detalhes do Estudo

Pesquisadores de toda a América do Norte analisaram a base de dados NA-ACCORD a respeito de 22.937 participantes que iniciaram a terapia antirretroviral entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2007.

O perfil médio dos participantes é o seguinte:

77% homens, 23%mulheres
Os participantes tinham as seguintes idades:

20 a 34 anos: 25%
35 a 44 anos: 42%
45 a 54 anos: 25%
55 anos ou mais: 8%
Rota de infecção:

usuários de drogas intravenosas: 20%
homens que fazem sexo com homens (HSH): 39%
outras, rotas não especificadas de transmissão: 41%
Raça/etnia:

Caucasianos: 38%
Outros: 62%
Contagem de CD4+ quando a terapia antirretroviral foi iniciada:

inferior à 350 células: 72%
350 células ou mais: 28%
Resultados Globais

Um total de 1.622 pessoas morreram durante o estudo. Detalhes sobre a causa da morte não foram fornecidos.

Em geral, a frequência das mortes é maior nos grupos de pessoas com as seguintes características:

histórico de uso de drogas injetáveis
não-caucasianos
pessoas que iniciaram a terapia antirretroviral com contagem de CD4+ em 350 ou inferior
Os Números da Expectativa de Vida

Baseado na análise dos dados, o time de pesquisadores previu que a média de expectativa de vida de um indivíduo americano ou canadense de 20 anos de idade que começa a tomar antirretrovirais logo após a infecção deve ser de aproximadamente 70 anos de idade. Entretanto, este é apenas um número médio. Alguns grupos terão expectativas de vida menores. Abaixo, seguem as expectativas de vida de um indivíduo de 20 anos de idade nos diferentes grupos em 2009, comparando-as com soronegativos. Ao final dos números, fornecemos explicações para estes resultados.

Homens soronegativos no Canadá: 80 anos
Homens soronegativos nos EUA: 77 anos
[Homens soronegativos no Brasil: 71 anos]
Mulheres soronegativas no Canadá: 84 anos
Mulheres soronegativas nos EUA: 82 anos
[Mulheres soronegativas no Brasil: 78 anos]
Sexo:

Homens soropositivos: 62 anos
Mulheres soropositivas: 64 anos
Rota de infecção:

Usuários de drogas intravenosas: 49 anos
HSH: 77 anos
Outros grupos: 70 anos
Raça/etnia:

Caucasianos: 72 anos
Outros: 58 anos
Contagem de CD4+ quanto a terapia antirretroviral foi iniciada:

Inferior à 350 células: 59 anos
350 células ou mais: 75 anos
Estes dados devem ser comparados à época em que a terapia antirretroviral começou a ser oferecida, quando, em média, soropositivos de países de renda alta viviam 10 a 12 anos após o diagnóstico.

Explicação para as Lacunas

Mulheres

A expectativa de vida global das mulheres soropositivas neste estudo mostrou-se inferior a de HSH e de mulheres soronegativas. Os pesquisadores sugeriram algumas possibilidades para essa descoberta. É possível que “mulheres estejam iniciando o tratamento depois que [alguns] homens.” O estudo incluiu um número grande de mulheres com histórico de uso de drogas intravenosas. Em geral, pessoas que usam drogas injetáveis apresentam a pior expectativa de vida do que os não usuários, independentemente da condição sorológica para o HIV. É possível que as mulheres deste estudo tiveram menor acesso à educação, menor renda, podem ter experimentando maior estigma e isolamento social do que HSH soropositivos, além de maior dificuldade com o sistema de saúde [o que não acontece no Brasil, onde o acesso aos medicamentos é universal e gratuito].

Não é mencionado pelo estudo os diversos papéis muitas vezes desempenhados pelas mulheres, incluindo cuidado de crianças, outros membros da família e do ambiente doméstico, além de trabalho remunerado. Em virtude disso, as mulheres muitas vezes são obrigadas a priorizar o cuidado de outros em detrimento de si mesmas. Todos esses fatores podem ter impacto global na saúde e na expectativa de vida mostrada por este estudo.

Usuários de drogas injetáveis

Os pesquisadores sugeriram que os seguintes fatores influenciaram na baixa expectativa de vida dos usuários de drogas injetáveis neste estudo:

coinfecções, tais como com hepatite C (HCV)
dificuldade em manter a adesão ao tratamento
efeito desestabilizante do uso de drogas
ambiente doméstico instável
baixa renda
Raça/Etnia

O time de pesquisadores concluiu que as diferenças na expectativa de vida de pessoas não-caucasianas refletem inúmeros fatores, tais como “condições socioeconômicas e acesso a serviços de saúde.” Os pesquisadores descobriram que no começo do estudo a lacuna entre as expectativa de vida era enorme — de 23 anos. Entretanto, ao final do período de pesquisa essa lacuna foi reduzida para 9 anos.

Contagem de CD4+ no início do tratamento

As pesquisas do presente estudo reforçam as recomendações atuais no Canadá e nos EUA [e também no Brasil] de que soropositivos devem iniciar o tratamento o mais cedo possível, independentemente de sua contagem de CD4+.

Pontos Fracos e Pontos Fortes

É possível que os pesquisadores tenham subestimado os avanços recentes e futuros em tecnologia, medicina e tratamento, os quais podem estender ainda mais a expectativa de vida daqueles que estão vivendo com HIV.

Também é possível que, no futuro, soropositivos desenvolvam problemas de saúde relacionados à idade mais rapidamente do que soronegativos. Isso pode reduzir ou estagnar a expectativa de vida.

Os pesquisadores não foram capazes de acompanhar todos os participantes, pessoas vivendo com HIV, de 20 anos de idade até os seus 70. Esta é uma limitação razoável, uma vez que a terapia antirretroviral só se tornou disponível em 1996 na maioria dos países de renda alta. Entretanto, outras bases de dados têm monitorado a saúde de soropositivos que começaram o tratamento em 1996 (apenas quatro anos antes do início do presente estudo) e encontraram tendências similares à presente análise dos dados da NA-ACCORD. Os pesquisadores do presente estudo usaram metodologia similar àquela usada para estimar a média de expectativa de vida de soronegativos. Portanto, as descobertas deste estudo são razoáveis e baseadas nas tendências atuais.

Os Benefícios do Cuidado Constante

Tenha em mente que, comparado a soronegativos, muitos soropositivos no Canadá e em países similares estão sob ótimas condições de tratamento médico. Eles visitam infectologistas diversas vezes ao ano. Com este grau de vigilância médica é possível detectar qualquer complicação no início, antes que se torne grave, o que é mais um fator que pode ajudar a prolongar a expectativa de vida de pessoas que estão  vivendo com HIV.

Referência

Samji H, Cescon A, Hogg RS, et al. Closing the Gap: Increases in life expectancy among treated HIV-positive individuals in the United States and Canada. PLoS One. 2013 Dezembro 18;8(12):e81355.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Programa brasileiro de prevenção ao HIV está em declinio

"Não po­de­mos fi­car na per­cepção de que o pro­gra­ma ca­mi­nhou bem e está bem. Te­mos de­sa­fi­os no­vos e eles têm de ser en­fren­ta­dos.”
O Pro­gra­ma Na­ci­o­nal DST/AIDS co­meçou a cha­mar a atenção do mun­do em 1996, quan­do o Bra­sil se tor­nou o pri­mei­ro país em de­sen­vol­vi­men­to a de­ter­mi­nar, por lei, o aces­so uni­ver­sal à te­ra­pia an­tir­re­tro­vi­ral.
En­tre 2003 e 2005, o mo­de­lo bra­si­lei­ro foi re­co­nhe­ci­da por prêmi­os da Fun­dação Bill e Me­lin­da Ga­tes, da Or­ga­ni­zação Mun­di­al da Saúde e da Unaids. Os re­sul­ta­dos cos­tu­mam ser apre­sen­ta­dos em en­con­tros in­ter­na­ci­o­nais, co­mo a Con­ferência In­ter­na­ci­o­nal de Aids, em an­da­men­to até sex­ta-fei­ra em Washing­ton.
A ima­gem po­si­ti­va se mantém, mas o au­men­to das denúnci­as de or­ga­ni­zações da so­ci­e­da­de ci­vil vem aler­tan­do pa­ra uma re­a­li­da­de mais du­ra no âmbi­to lo­cal.
En­tre os pro­ble­mas que vêm sen­do apre­sen­ta­dos estão fal­ta de médi­cos, lei­tos e exa­mes pa­ra os pa­ci­en­tes; de me­di­ca­men­tos pa­ra tra­tar do­enças cau­sa­das pe­los an­tir­re­tro­vi­rais; de re­cur­sos pa­ra ONGs; bem co­mo episódi­os de de­sa­bas­te­ci­men­to do co­que­tel em pos­tos de saúde, obri­gan­do os pa­ci­en­tes a in­ter­rom­per o tra­ta­men­to.
Pa­ra Edu­ar­do Go­mez, pes­qui­sa­dor da Uni­ver­si­da­de Rut­gers de Cam­den, em No­va Jer­sey, a história de su­ces­so do pro­gra­ma bra­si­lei­ro de Aids en­trou em de­clínio nos últi­mos anos por fa­to­res co­mo a saída de re­cur­sos in­ter­na­ci­o­nais e o en­fra­que­ci­men­to da re­lação en­tre o go­ver­no e a so­ci­e­da­de ci­vil.
“His­to­ri­ca­men­te, o pro­gra­ma de Aids bra­si­lei­ro ti­nha uma co­nexão for­te com as ONGs, mas ago­ra elas estão sem re­cur­sos e sem mo­ti­vação. O go­ver­no pre­ci­sa de­las pa­ra cons­ci­en­ti­zar po­pu­lações difíceis de atin­gir”, diz Go­mez, que pes­qui­sa o sis­te­ma de saúde públi­co bra­si­lei­ro.
Pa­ra o psicólo­go Ve­ri­a­no Ter­to Júni­or, co­or­de­na­dor-ge­ral da As­so­ciação Bra­si­lei­ra In­ter­dis­ci­pli­nar de Aids (Abia), hou­ve um des­man­te­la­men­to na res­pos­ta bra­si­lei­ra à Aids.
“As pes­so­as estão mor­ren­do, as ONGs estão fe­chan­do as por­tas, os hos­pi­tais estão terríveis e o go­ver­no fe­de­ral está cen­su­ran­do su­as própri­as cam­pa­nhas”, afir­ma.
Ele se re­fe­re a dois episódi­os re­cen­tes nos quais o go­ver­no fe­de­ral de­ci­diu re­ver cam­pa­nhas so­bre a pre­venção do HIV. As mu­danças fo­ram vis­tas co­mo uma ati­tu­de con­ser­va­do­ra, mo­ti­va­da por pressão, so­bre­tu­do, de gru­pos evangéli­cos.
Na es­tatísti­ca na­ci­o­nal, a epi­de­mia da Aids al­cançou um estágio de re­la­ti­va es­ta­bi­li­da­de, atin­gin­do cer­ca de 0,6% da po­pu­lação. Porém, a ca­da ano mais de 30 mil pes­so­as são in­fec­ta­das – no ano pas­sa­do, fo­ram 33 mil. A epi­de­mia cres­ce no Nor­te, no Nor­des­te e no Sul.
Pe­dro Che­quer lem­bra que ha­via dúvi­das so­bre a ca­pa­ci­da­de do Bra­sil de fi­nan­ci­ar uma ofer­ta uni­ver­sal de an­tir­re­tro­vi­rais. Ho­je, o país in­ves­te cer­ca de R$ 1,2 bi­lhão no pro­gra­ma por ano, e es­te orçamen­to con­ta com ape­nas 0,25% de re­cur­sos in­ter­na­ci­o­nais.
Mas o fa­to de a ofer­ta ser uni­ver­sal não sig­ni­fi­ca que al­can­ce to­dos os so­ro­po­si­ti­vos. O Mi­nistério da Saúde es­ti­ma que 250 mil bra­si­lei­ros te­nham o vírus sem que sai­bam.
“Nos­so in­ves­ti­men­to é pa­ra re­du­zir es­se núme­ro, am­pli­ar o núme­ro de di­agnósti­cos e au­men­tar o núme­ro de pes­so­as em aten­di­men­to”, afir­ma Edu­ar­do Bar­bo­sa, di­re­tor ad­jun­to do de­par­ta­men­to de DST, Aids e He­pa­ti­tes Vi­rais do Mi­nistério da Saúde. “Va­mos ter que tra­ba­lhar pa­ra ab­sor­ver es­se no­vo gru­po de pes­so­as na re­de.”
À me­di­da que au­men­ta a lon­ge­vi­da­de de pes­so­as so­ro­po­si­ti­vas, au­men­ta a de­man­da so­bre a re­de de saúde públi­ca, já que os pa­ci­en­tes não pre­ci­sam ape­nas do tra­ta­men­to an­tir­re­tro­vi­rais. A te­ra­pia pro­lon­ga­da com o co­que­tel da Aids po­de cau­sar uma série de efei­tos co­la­te­rais, co­mo di­a­be­tes, da­nos a órgãos vi­tais e li­po­dis­tro­fia (uma mu­dança na dis­tri­buição de gor­du­ra pe­lo cor­po).
No tra­ta­men­to des­sas do­enças, pa­ci­en­tes es­bar­ram em pro­ble­mas típi­cos da re­de públi­ca: fal­ta de lei­tos, fal­ta de remédi­os, fal­ta de médi­cos. O pro­gra­ma na­ci­o­nal foi des­cen­tra­li­za­do em 2003, e des­de então con­ta com Es­ta­dos e mu­nicípi­os pa­ra exe­cu­tar as políti­cas na pon­ta.
“Ain­da te­mos vári­os gar­ga­los a se­rem re­sol­vi­dos. Os hos­pi­tais estão re­al­men­te so­bre­car­re­ga­dos e aca­bam ten­do di­fi­cul­da­de pa­ra o agen­da­men­to (de con­sul­tas)”, diz Bar­bo­sa. “Ho­je, nos­so gran­de in­ves­ti­men­to é pa­ra o aten­di­men­to ter uma flui­dez mai­or. Em al­guns lu­ga­res ain­da te­mos di­fi­cul­da­des, co­mo o Rio de Ja­nei­ro.”
Sem re­cur­sos

No braço ca­ri­o­ca do Gru­po Pe­la Vid­da, a vi­si­ta da BBC Bra­sil du­ran­te um en­con­tro de ati­vis­tas de­sen­ca­deia uma sessão de denúnci­as. To­dos so­ro­po­si­ti­vos, eles vêm so­fren­do na pe­le pro­ble­mas co­mo a fal­ta exa­mes pa­ra mo­ni­to­rar a efe­ti­vi­da­de do tra­ta­men­to.
Os exa­mes pa­ra tes­tar a imu­ni­da­de e a car­ga vi­ral de­vem ser fei­tos a ca­da três ou qua­tro me­ses, in­for­ma o Mi­nistério da Saúde. No Rio, eles di­zem con­se­guir fa­zer em média uma vez por ano, e mui­tas ve­zes têm o tra­ta­men­to mo­di­fi­ca­do pe­lo médi­co “às ce­gas”, sem ter o re­sul­ta­do do exa­me pa­ra gui­ar a mu­dança.
Ape­sar da im­portância que ti­ve­ram na ela­bo­ração da res­pos­ta na­ci­o­nal à Aids, ONGs co­mo a Abia e a Pe­la Vid­da so­bre­vi­vem com di­fi­cul­da­des, e mui­tas estão fe­chan­do as por­tas.
Os mo­ti­vos são ple­nos de con­tra­dições. O Bra­sil cres­ceu e pu­lou de ca­te­go­ria: pas­sou de país de bai­xa e média ren­da pa­ra nação de al­ta e média ren­da, e dei­xou de ser elegível pa­ra doações de ins­ti­tuições fi­lan­trópi­cas. Pas­sou de re­cep­tor a do­a­dor.
As ONGs se quei­xam de que o go­ver­no não com­pen­sou por es­sa fu­ga de ca­pi­tais, e elas fi­ca­ram sem re­cur­sos. O pro­ble­ma mai­or, en­tre­tan­to, pa­re­ce ser que os re­cur­sos dis­poníveis não che­gam a elas.
Edu­ar­do Bar­bo­sa diz que o go­ver­no fe­de­ral re­pas­sa R$ 10 mi­lhões por ano pa­ra pro­je­tos de ONGs, mas par­te da ver­ba fi­ca pa­ra­da. “Exis­te uma gran­de di­fi­cul­da­de dos Es­ta­dos de fa­zer par­ce­ri­as com as ONGs por con­ta de pro­ble­mas de cer­ti­fi­cação”, diz.
Pe­dro Che­quer es­ti­ma que apro­xi­ma­da­men­te R$ 150 mi­lhões des­ti­na­dos às ONGs es­te­jam pa­ra­dos nos co­fres dos Es­ta­dos, acu­mu­la­dos.
“Há ne­ces­si­da­de de mais di­nhei­ro, mas Es­ta­dos e mu­nicípi­os não têm ca­pa­ci­da­de ope­ra­ti­va de usar os re­cur­sos que o go­ver­no fe­de­ral re­pas­sa. Is­so é gra­ve, si­na­li­za um des­ca­so com a saúde públi­ca. Re­cur­so pa­ra­do sig­ni­fi­ca pos­ter­gar a ação, às ve­zes ao pon­to de o pa­ci­en­te ter um di­agnósti­co tar­dio. Um di­agnósti­co tar­dio é uma gran­de per­da”, diz.
Fon­te: BBC Bra­sil

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ESTUDOS CIENTÍFICOS COMPROVAM

Não há dúvidas de que o exercício físico praticado de forma adequada e orientada pode trazer inúmeros benefícios à saúde da maior parte das pessoas!
Partindo desse princípio, foram realizados alguns estudos no Laboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), para verificar esses benefícios da atividade física em portadores do HIV. oferecido um projeto de extensão com programa de exercícios físicos orientados exclusivamente para esse grupo. O projeto existe desde 2004, tendo sido uma iniciativa conjunta dos alunos de graduação, na época Juliana Pereira Borges e Rodrigo Delgado Gomes, ambos do curso de Educação Física, e dos professores Paulo de Tarso Veras Farinatti e Dirce Bonfim de Lima.

Catorze indivíduos soropositivos, em diversos estágios da infecção, foram submetidos a sessões de exercícios físicos, como o treinamento da força, por três vezes semanais com uma hora e meia de duração durante 12 semanas.

Ao final desse período, foram constatados nesse grupo, dentre outros benefícios, o aumento significativo na circunferência da coxa, ou seja, no tamanho da coxa, e a melhora da função muscular geral.
Para os portadores do vírus, principalmente na presença da AIDS, esse benefício é de grande importância, já que um dos principais efeitos do HIV é causar uma considerável diminuição da massa corporal total, principalmente massa muscular, nessa região e em outras, como glúteos e pernas. Essa perda de massa muscular pode acarretar uma diminuição da força muscular, o que, de maneira geral, contribui para diminuir a capacidade física plena do indivíduo, como a de se locomover, por exemplo.

Dessa forma, fica comprovado cientificamente que o exercício físico pode ser um importante aliado no tratamento do HIV/AIDS e pode trazer diversos benefícios para esse grupo sem causar prejuízos à sua saúde, principalmente quando a prática de exercícios é prescrita e orientada por um profissional capacitado da área.



Fonte: Cartilha tudo em cima!

sábado, 17 de janeiro de 2015

UNAIDS: podemos pôr fim ao HIV

O Joint United Nations Programme on HIV/AIDS, UNAIDS, lançou um ambicioso plano que pretende pôr fim à epidemia do VIH em 2030. Esta estratégia, que teve início neste verão, necessita que 90% das pessoas que vivem com o VIH sejam diagnosticadas, que 90% das pessoas diagnosticadas estejam sob tratamento (81% do total) e que 90% daquelas sob tratamento (72,9%) atinjam carga viral indetetável. A ONUSIDA afirma que sem um programa tão ambicioso, o número de pessoas a viver com VIH em todo o mundo irá crescer de forma inexorável, simplesmente porque mais pessoas já vivem com a infeção atualmente. Só com o tratamento a atingir níveis quase universais será possível suprimir a carga viral e tornar as pessoas não-infecciosas de uma forma que obtenha um efeito significativo para a saúde pública, argumenta a ONUSIDA.

Esta fornece evidências que indicam que este ambicioso objetivo é atingível. Alguns países, ricos e pobres, já se estão a aproximar deste nível de cobertura, desde o Ruanda, onde a incidência do VIH (a taxa de novas infeções) desceu para uma fração dos valores anteriores, à Austrália e Reino Unido, onde atualmente 62% de todas as pessoas a viver com VIH estão sob terapêutica antirretroviral e têm carga viral abaixo de 50 cópias/ml, de acordo com dois relatórios; 68% dos homens gay no Reino Unido conseguiram a supressão viral, um valor próximo do objetivo da ONUSIDA.
Tal como demonstra o mais recente relatório da Public Health England (PHE), o fator que está a impedir que se consiga atingir o objetivo da ONUSIDA é o facto de ainda não existirem muitas pessoas em situação de maior vulnerabilidade à infeção a fazer o teste de rastreio, incluindo o rastreio regular. O grande problema no Reino Unido está nas pessoas heterossexuais de grupos com elevada prevalência, sobretudo pessoas negras, que continuam a fazer o rastreio menos vezes e que são diagnosticadas mais tardiamente que os homens gay, os trabalhadores do sexo, as pessoas que utilizam drogas injetáveis e outros grupos vulneráveis. O PHE nota que isto se deve em parte ao facto de as pessoas heterossexuais terem uma menor probabilidade de frequentar clínicas de saúde sexual que fazem rastreios à infeção pelo VIH: na realidade, admitem não existir forma de estabelecer quantos testes de rastreio fazem os profissionais de saúde de cuidados primários mais procurados pela população heterossexual e com que frequência.

Comentário: Este documento de campanha substituiu o habitual documento com uma visão geral da epidemia a nível global que a ONUSIDA costumava lançar no Dia Mundial da SIDA. Vem reforçar a ideia de que os objetivos à primeira vista impossíveis de alcançar podem ser conquistados em muitos locais. Contudo, também admite que apenas 60% do efeito necessário virá do tratamento generalizado e da supressão viral: o restante terá de vir da melhoria das medidas de prevenção. Admite também que em algumas partes do mundo, como a Rússia e a Europa de Leste, a probabilidade de se atingir este objetivo é reduzida – geralmente porque as pessoas que mais necessitam de tratamento para o VIH são aquelas que são mais discriminadas pelo sistema de saúde.
Fonte UNAIDS


Droga injetável pode ser a nova esperança

Uma droga injetável de longa duração que está sendo desenvolvida pela farmacêutica GlaxoSmithKline protege macacos de HIV / aids, de acordo com dois estudos publicados na quarta-feira (14) na revista "Science".
Enquanto muito trabalho ainda precisa ser feito para determinar se a droga, batizada de GSK744LA, é segura e eficaz em humanos, a pesquisa reforça a esperança de que as pessoas poderão,  um dia, se  protegerem  do HIV com uma injeção a cada três meses, assim como algumas mulheres fazem hoje com anticoncepcionais injetáveis.
"Precisamos de muitas alternativas, como temos no planejamento familiar. O estilo de vida das pessoas necessita de diferentes formulações e tecnologias", disse Helen Rees, diretora-executiva da Universidade de Saúde Reprodutiva e Instituto de HIV de Witwatersrand, na África do Sul.
"Gostaria de ser cautelosamente otimista de que os dados desses testes com macacos são capazes de prever algo muito positivo em seres humanos, mas tem havido muitos casos em que os efeitos não foram replicados", disse ela.
O primeiro estudo, liderado por Chasity Andrews do Centro de Pesquisa Aaron Diamond de Aids na Universidade Rockefeller, em Nova York, fez duas aplicações de GSK744LA em oito macacas com um mês de intervalo, e as comparou com quatro macacos que não tomaram a injeção.
Os pesquisadores descobriram que todos os macacos que não receberam injeções foram infectados com o HIV símio (SHIV) no prazo de duas semanas de sua primeira exposição, enquanto seis dos oito macacos que receberam aplicações ficaram protegidos da infecção.
"Estes resultados apoiam um desenvolvimento clínico mais extenso de GSK744 LA para a profilaxia pré-exposição", disseram os autores do estudo em seu relatório.
Os macacos neste estudo foram tratados com o anticoncepcional Depo-Provera, o que os torna mais suscetíveis ao HIV.
O segundo estudo, conduzido por Jessica Radzio dos Centros de Controle de Doenças, em Atlanta, EUA, investigou se injeções mensais de GSK744 LA preveniu a infecção em macacos do sexo feminino que foram repetidamente expostas ao vírus.
Seis macacos receberam as aplicações de GSK744 LA e seis não. E todos receberam doses de SHIV duas vezes por semana durante 11 semanas. Nenhum dos macacos que recebeu GSK744 LA se infectou, mas aqueles no grupo de controle sim.
 

Fonte : Business Day

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Medicamento 3x1

O Ministério da Saúde enviou esta semana, a todos os estados brasileiros, o medicamento 3 em 1 para o tratamento de pacientes com HIV e AIDS. A previsão é de que a dose tripla combinada, composta pelos medicamentos tenofovir (300 mg), lamivudina (300 mg) e efavirenz (600 mg) comece a chegar aos estados, responsáveis pela distribuição para os municípios, na próxima semana. A combinação de medicamentos deverá beneficiar 100 mil novos pacientes com HIV e AIDS. O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos. O estoque é suficiente para atender os pacientes nos próximos doze meses.
O uso do medicamento 3 em 1 está previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e AIDS do Ministério da Saúde como tratamento inicial para os pacientes soropositivos. Atualmente, os medicamentos são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e consumidos separadamente. Os Estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus, recebem, desde novembro, a dose tripla combinada. Nesse período, cerca de 11 mil pacientes foram beneficiados nos dois estados.
Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a dose combinada representa um avanço importante na melhoria do acesso ao tratamento de AIDS no país. "A utilização da dose fixa combinada (3 em 1) irá permitir uma melhor adesão ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e AIDS. Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido", explicou o ministro.
INCORPORAÇÕES – Em 2014, o Ministério da Saúde incorporou novas formulações para os pacientes com AIDS, como o ritonavir 100 mg na apresentação termoestável, que permite que o medicamento seja mantido em temperatura de até 30°C. A incorporação representou um importante avanço, uma vez que o medicamento distribuído anteriormente no SUS necessitava de armazenamento em câmara fria. A apresentação termoestável proporciona maior comodidade aos pacientes, facilitando a logística de armazenamento, distribuição e dispensação.
Em dezembro, o SUS passou a oferecer o medicamento tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300mg em um único comprimido, o chamado 2 em 1. A nova formulação, produzida nacionalmente, é distribuída pela Farmanguinhos/Fiocruz. Ainda em dezembro, o Ministério da Saúde passou a garantir a todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, o acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a AIDS pelo SUS. A medida também integra o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e AIDS.
TRATAMENTO - Entre 2005 e 2013, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de brasileiros com acesso ao tratamento, passando de 165 mil (2005) pra 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.
Em julho de 2014, a revista britânica The Lancet, uma das mais importantes publicações científicas da área médica, divulgou um estudo mostrando que o tratamento para AIDS no Brasil é mais eficiente que a média global. Segundo o estudo, as mortes em decorrência do vírus HIV no país caíram a uma taxa anual de 2,3% entre 2000 e 2013, enquanto a média global apresenta uma queda de 1,5% ao ano.
"Esses números compravam o sucesso da política que vem sendo adotada pelo governo brasileiro, com o aumento da realização de testes e o início cada vez mais cedo do tratamento. No entanto, ainda temos como desafio incluir uma parcela significativa de pessoas na terapia com antirretrovirais. Isso ajuda a romper a cadeia de transmissão, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas vivendo com HIV e AIDS", avaliou o ministro Chioro.
A rede de assistência conta hoje com 518 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 724 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM). Gradualmente, as Unidades Básicas de Saúde estão sendo incorporadas na atenção aos pacientes vivendo com AIDS e HIV.
De acordo com o novo boletim epidemiológico, atualmente cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e AIDS no país. Deste total, 80% (589 mil) foram diagnosticadas. Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de AIDS no país. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de AIDS novos ao ano.
Fonte: Nivaldo Coelho/Agência Saúde


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Dicas de saúde: Existe diferença entre atividade física e exercício físico? Algum,destes é mais ou menos indicado para o portador do vírus HIV?

A diferença está mais relacionada ao uso dos termos. A atividade física pode
ser qualquer conjunto de movimentos que realizamos em nosso cotidiano, que
aumentam o nosso dispêndio de energia em um nível
maior do que quando estamos em repouso. Limpar
a casa, subir as escadas de nosso prédio, cuidar de
um jardim, caminhar de casa até o trabalho e ter relações
sexuais podem ser considerados exemplos de
atividade física, entre inúmeros outros. Já o exercício
físico não deixa de ser caracterizado uma atividade
física, porém possui um caráter intencional e sistematizado,
em que a pessoa se dispõe a realizar uma atividade de forma planejada e
regular. Por exemplo, quando caminhamos ou pedalamos na orla da praia duas
a três vezes na semana, estamos realizando uma atividade planejada, regular e
intencional, isto é, estamos nos exercitando fisicamente. É importante esclarecer
que o exercício físico é distinto por uma progressão na duração, na intensidade,
na carga, na frequência com que é realizado. Ambos são indicados, desde que
não haja restrições médicas. É importante que o soropositivo tanto seja ativo fisicamente,
dispondo-se a realizar com frequência atividades físicas, quanto se
insira em um programa de exercícios regular. Com um programa de exercícios
regular é possível amenizar alguns efeitos causados pelos medicamentos, pelo
próprio vírus. O risco de morbidade por alterações metabólicas pode ser reduzido
com a prática, melhorando a qualidade de vida de qualquer pessoa, seja ela portadora
do vírus ou não. No caso da infecção pelo HIV, quando o quadro evolui para
a AIDS, em que esta começa a assumir contornos de doença crônica, estratégias
que aumentam o potencial do bem-estar dos infectados devem ser estimuladas.
A partir disso, defende-se a possibilidade de se prescreverem exercícios para
essa população (Farinatti et al., 2008). Entretanto, é importante ressaltar que o
exercício é apenas uma das alternativas recomendadas para reduzir o sedentarismo
e alguns possíveis distúrbios provocados por ele. A manutenção da saúde
e da qualidade de vida depende de uma série de aspectos que muitas vezes não Perguntas & Respostas 13
estão relacionados diretamente ao indivíduo, como o uso de medicamentos, a
predisposição para desenvolver ou não determinadas doenças, sua profissão, sua
carga horária de trabalho, condição socioeconômica (salário, ambiente, habita-
ção), cultural, entre outros. 

Medicamento 3x1 começa a ser distribuído em todo o Brasil





Na próxima semana deve começar a chegar rede pública dos municípios de todos os Estados brasileiros o medicamento três em um, que deve beneficiar, inicialmente, 100 mil novos pacientes com HIV em 2015. Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a medida é um estímulo para que os pacientes permaneçam em tratamento. Aos poucos, os pacientes que já estão se tratando com os três comprimidos fornecidos separadamente vão começar a usar a combinação.

A dose tripla, considerado tratamento de primeira linha para quem tem o vírus HIV, é a combinação dos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg).

— Ele vai facilitar muito a vida de quem usa o medicamento, porque diminui a quantidade de comprimido durante o dia, o que aumenta a adesão ao tratamento.

O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos. O estoque é suficiente para atender os pacientes nos próximos doze meses.Segundo Barbosa, a maioria dos pacientes permanece no tratamento, mas muitos, por estarem se sentindo bem e em alguns casos até acreditarem que o remédio pode fazer mal, decidem, por conta própria, interrompê-lo.

— Os antirretrovirais não curam, é importante que as pessoas tenham essa consciência.

Tratamento da aids inclui até sexo, dizem especialistas

O secretário também alertou que o tratamento para quem tem o vírus é para a vida toda, não permite interrupções.

— Qualquer interrupção pode levar o vírus a se multiplicar e também pode favorecer a resistência, levando a pessoa a não reagir mais ao medicamento e ter que buscar outro.

Tanto o três em um, que começou a ser distribuído agora, quanto o dois em um ritonavir 100 mg termoestável, que começaram a ser distribuídos em dezembro do ano passado, tinham o uso na rede pública previsto em protocolo publicado em dezembro de 2013. O mesmo documento também determinou que todos os adultos com HIV, independentemente da carga viral, têm direito ao tratamento pelo SUS.

Conheça os famosos que assumiram ter HIV

Jarbas Barbosa disse que é importante que todas as pessoas que têm vida sexual ativa façam o teste de HIV. Segundo o secretário, até seis meses depois de iniciado o tratamento, 90% das pessoas com HIV/Aids estarão com a carga viral indetectável e assim deixarão de ser transmissoras do vírus. Quanto mais cedo começar o tratamento, maior será a qualidade de vida do paciente. Segundo Barbosa, o Brasil oferece o que há de mais moderno no mundo para o tratamento de pessoas soropositivas.

Os estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que têm as maiores taxas de detecção do vírus, recebem, desde novembro, a dose tripla combinada. Nesse período, cerca de 11 mil pacientes foram beneficiados nos dois estados.De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e aids no país. Deste total, 80% foram diagnosticadas e, entre estes, 400 mil estão em tratamento. Todos os anos, cerca de 39 mil casos de AMinistério da Saúde começa a distribuir remédio 3 em 1 para pacientes com HIVids são detectados.

Fonte: R7 Saúde

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A genetica de lidar com HIV

Nós respondemos a infecções em duas formas fundamentais. Um delas é ‘resistência’, onde o corpo ataca o patógeno invasor e reduz os seus números. Outra, que é muito menos bem compreendida, é “tolerância”, onde o corpo tenta minimizar os danos causados pelo patógeno. Um estudo utilizando dados de um grande grupo suíço de indivíduos infectados pelo HIV nos dá um vislumbre sobre o por quê de algumas pessoas lidam com HIV melhor do que os outras.

Os autores constatam que a tolerância varia consideravelmente entre os indivíduos, que é determinada, pelo menos em parte, por genes que se herda, e os genes que influenciam a tolerância do HIV são distintos daqueles que influenciam a resistência. A equipe, liderada por Roland Regoes na ETH Zurich, publica seu trabalho no dia 16 de setembro na revista de acesso aberto PLOS Biology.

O HIV oferece uma oportunidade única para desmembrar a maneira que o corpo humano lida com a doença. Após o evento inicial da infecção, o vírus passa a residir em uma população de glóbulos brancos chamados linfócitos T CD4 +. O número de vírus, alguns meses após a infecção, chamado de “carga viral set-point”, pode ser usado para medir a resistência – o quão bem uma pessoa está lutando contra o vírus. No entanto, a infecção pelo HIV também oferece uma medida imediata de tolerância – quanto mais lento você perder suas células T CD4 +,  melhor você está tolerando a infecção. Esta situação de convivência entre o ser humano e o vírus pode durar muitos anos, mas quando o número de células T CD4 + desce abaixo de um nível crítico (menos de 200 células por microlitro de sangue), o sistema imunitário fica comprometido e o portador de HIV torna-se um paciente com AIDS , com consequências potencialmente fatais, se não forem tratadas adequadamente.

A chave para o estudo é a existência do estudo de coorte Swiss HIV, iniciada em 1988, – o que proporcionou esta oportunidade aos autores, com mais de 3000 pessoas infectadas pelo HIV em quem se podia medir tanto o ponto de ajuste da carga viral e da taxa de CD4 + T  e a perda de células CD4. Estes dois valores poderiam ser utilizados para avaliar simultaneamente resistência e tolerância, e combinando-os com uma riqueza de dados demográficos e genéticos sobre os mesmos indivíduos, permitiu aos autores começar a explorar o funcionamento de tolerância.

A primeira pergunta que fizeram foi a idade e sobre sexo . Em média, eles descobriram, homens e mulheres toleravam igualmente bem o HIV, mas as pessoas mais velhas tinham uma menor tolerância, com a doença progredindo quase duas vezes mais rápido em um com 60 anos de idade,  em relação a um de 20 anos de idade.

Os autores, em seguida, olharam para fatores hereditários que influenciam a tolerância ao HIV. Eles observaram as diferenças genéticas que são conhecidas por estarem associadas com a resistência ao HIV e perguntou se estes também foram associados com tolerância. A resposta foi um esmagador “não”, confirmando a expectativa de que a resistência e tolerância são biologicamente fenômenos distintos.

No entanto, um gene que está envolvido na resistência também parece estar envolvido na tolerância. O gene de HLA-B, que codifica uma proteína envolvida no reconhecimento de patógenos pelo sistema imunitário, varia consideravelmente entre indivíduos. Embora algumas destas variantes sejam conhecidas por influenciar a resistência de uma pessoa ao HIV, os autores descobriram DNAque outras variantes do mesmo gene correlacionadas com a tolerância.

Portanto, este jogo-chave no sistema imunológico parece influenciar tanto a tolerância e resistência, mas de maneiras distintas.

Surpreendentemente, não parecia haver nada entre a tolerância e resistência – isso já era esperado de outros estudos, mas parecia que nesta coorte de portadores de HIV, tolerância e resistência podiam ser independentes ou caminharem lado a lado.

Os autores afirmam que “estes resultados adicionam à nossa compreensão de como os “anfitriões” toleraram infecções e poderia abrir novos caminhos para o tratamento de infecções.” A coisa mais  emocionante sobre a tolerância é que – ao contrário de resistência – é esperada de forma a ser “à prova de evolução.” Um dos problemas com a obtenção de resistência a um vírus, seja naturalmente ou com o uso de drogas é que é do interesse do vírus para desenvolver táticas evasivas que contornem o mecanismo de resistência. No entanto, a tolerância do vírus se encontra de modo que evolução viral do hospedeiro humano não deve ser um problema.

O trabalho descrito aqui representa um passo inicial em explorar o mecanismo de tolerância em seres humanos, e uma vez que entendamos como a tolerância funciona, poderíamos, então, estar em uma posição propícia a manipulá-la e ajudar as pessoas a viverem com HIV de forma mais confortável e por mais tempo.

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Tradução

Rodrigo S Pelegrine

Revisão: Cláudio Santos de Souza

Fonte da história:

A história acima é baseada em materiais fornecidos pela PLOS.

Jornal de referência:

Roland R. Regoes, Paul J. McLaren, Manuel Battegay, Enos Bernasconi, Alexandra Calmy, Huldrych F. Gunthard, Matthias Hoffmann, Andri Rauch, Amalio Telenti, Jacques Fellay. Dissociar tolerância humana e Resistência contra o HIV. PLoS Biology, 2014; 12 (9): e1001951 DOI: 10.1371 / journal.pbio.1001951


Tenofovir 2.0

O Tenofovir (Viread), um dos antiretrovirais (ARVs) mais amplamente prescritos e o alicerce da terapia em HIV de primeira linha está ganhando um novo aprimoramento. No dia 6 de Novembro, a Gilead Sciences, que fabrica o medicamento, solicitou a Administração de Alimentos e Medicamentos Americana (FDA, em inglês) a aprovação de um regime de pílula única com os mesmos componentes do Stribild (elvitegravir/cobicistat/tenofovir/emtricitabina) somente com uma versão modificada do tenofovir. O tenofovir melhorado oferece vários benefícios sobre a tradicional tomada do inibidor de transcriptase reversa do nucleosídeo (NRTI, em inglês) e parece pronto para fazer vários regimes já altamente tolerados ainda mais tolerados.
O Tenofovir disoproxil fumarate, abreviado como TDF, é o nome completo genérico da forma atual do medicamento. O TDF é um componente de três dos quatro tabletes de combinação ARV de pílula única diária no mercado hoje: Atripla (efavirenz/tenofovir/emtricitabina), Complera (rilpivirina/tenofovir/emtricitabina) e Strilbid. Além disso, o TDF compõe metade do Truvada (tenofovir/emtricitabina) que além de seu uso aprovado como tratamento para o HIV está aprovado como profilaxia pré-exposição (PrEP) ao prevenir a aquisição do vírus entre pessoas HIV-negativo bem como para tratar o vírus da Hepatite B (HBV).
O tenofovir é vital ao panorama de tratamento do HIV. De acordo com a Gilead, aproximadamente 84 por cento dos americanos HIV-positivo que estão em tratamento usam um regime ARV contendo TDF. E entre aqueles que estão usando o regime ARV pela primeira vez, a 88 por cento deles é prescrito um regime inclusivo de TDF. 
A versão 2.0 do medicamento é conhecida como tenofovir alafenamida fumarate ou TAF. Tanto o TDF quanto a TAF são pró-medicamentos o que significa que eles são convertidos à sua forma ativa dentro do corpo. Mas enquanto o TDF é convertido fora das células imunitárias, o TAF é convertido dentro delas. Portanto, na realidade, o TAF mira melhor aquelas células; conseqüentemente há muito menos resíduos do medicamento na corrente sangüínea para causar toxicidades. Por causa desta mira concentrada, a dose necessária de TAF é apenas 10% da do TDF, liver, Macrophagemelhorando o perfil de toxicidade do TAF e fazendo o medicamento mais fácil de combinar em regimes de combo de pílula única já que seu volume está diminuído. A dose pode ser diminuída ainda mais quando o TAF é combinado com o agente impulsionador Tybost (cobicistat) que como o Norvir (ritonavir) aumenta os níveis de certos ARVs no corpo.
 No pedido da Gilead à FDA para aprovação do TAF – contendo a tomada do Strilbid (que, se aprovado, receberia um novo nome, enquanto o Stribild antigo permaneceria no mercado) a companhia submeteu dados de 48 semanas dos dois estudos da Fase III, no qual o tablete de combinação contendo o TAF provou ser tão eficaz quanto o TDF contendo Stribild quando dado a pessoas com HIV que nunca receberam nenhum tipo de tratamento. Em notícias promissoras, o novo tablete alardeava rins com melhor aspecto e ossos mais fortes.
 Uma pesquisa recente em outro regime de pílula única, contendo o TAF junto com Tybost – os impulsores Prezista (darunavir) e Emtriva (emtricitabina) também descobriu que o tablete é menos tóxico do que um regime multi-pílula comparável que inclui o TDF enquanto alardeava a mesma eficácia.
 As pessoas que tomam TDF estão em risco de toxicidade renal de leve a moderada. Conseqüentemente, as orientações recentemente atualizadas no tratamento da Associação Médica ao HIV recomenda que aqueles com função renal reduzida não devam seguir os regimes contendo TDF. Além do mais, a maioria das pessoas tomando a versão antiga do tenofovir irão experimentar de 1 a 2% de queda na densidade mineral óssea. Entretanto, na maioria dos casos, esta queda não resultará a um resultado clinicamente significante tais como fraturas. Então, de modo geral, o TDF é um medicamento de baixo risco o que é uma razão primária do porque é amplamente prescrito.
 “O TAF é emocionante porque irá reduzir até mesmo estes riscos,” diz Tony Mills, Médico, um especialista em HIV em West Hollywood. Ele ressalta que tal melhoria no perfil de toxicidade pode re-assegurar clínicos gerais que são geralmente cautelosos ao prescrever medicamentos que eles crêem que estão relacionados a agentes quimioterápicos.
 O porta-voz da Gilead, Ryan McKeel, ressalta que uma melhora no perfil de toxicidade do TAF é particularmente atraente para uma população de HIV que está envelhecendo. Afinal de contas, envelhecer significa um risco maior de densidade mineral óssea menor e enfraquecimento renal.
 O TAF também pode oferecer benefícios no fronte de resistência ao medicamento. Pesquisas em andamento sugerem que pessoas as quais o vírus tem alguma resistência ao TDF podem ter sucesso com o TAF. Isto é uma boa notícia considerando quão fortemente dependente a população com HIV é do tenofovir. Além do mais, se as pessoas tomando Truvada como PrEP contraírem o HIV e então desenvolver resistência ao tenofovir, tratá-los com um regime contendo TAF pode provar a eficácia – assim acalmando (se potencialmente dissipada) preocupação sobre o PrEP. Entretanto, TIM Horn, diretor de projetos em HIV no Grupo de Ação ao Tratamento especula que os benefícios da aparente resistência ao medicamento tem um limite e que o medicamento pode não ser uma opção viável para aqueles com resistência extensa ao NRTI.
Os que provavelmente não estão muito felizes sobre ver o TAF integrado ao arsenal de combate ao HIV são aqueles que pagam as contas. O TDF está marcado para perder sua patente em 2018, abrindo a porta para a produção de genéricos e uma provável queda no custo para os novos competidores. Mas a Gilead espera que a patente do TAF deva ser executada até 2025. Por conta das nuances nas leis de patentes de medicamentos, a Gilead pode usar o TAF como uma ferramenta para manter o recebimento de lucros do portfólio de medicamentos para o HIV da companhia, que está em processo de amadurecimento; adicionando o TAF a terapias de combinação de dose fixa que incluem ARVs com pacientes que estão falecendo e irão estender a patente para todas as combinações de pílula. A nova versão do Stribild provavelmente ficará na patente até 2029. Em outro movimento habilidoso, a Gilead não está desenvolvendo o TAF como um medicamento único, o que exclui a possibilidade de vir a juntar equivalentes genéricos de pílulas de combinação inclusivas do TAF.
 De acordo com Horn, não é segredo que a Gilead sabia sobre a tecnologia do TAF desde o começo do século 21.
 “Porque a Gilead decidiu manter segredo sobre isto até agora, em termos de seu desenvolvimento clínico – estão razões são certamente misteriosas”, Horn diz ironicamente. “Que esta tecnologia não parece estar fazendo a luz do dia até que o TDF esteja no crepúsculo de sua proteção de patente muito provavelmente não é uma coincidência”.
 Em outras palavras, parece certo que a Gilead escondesse o TAF até que a hora fosse apropriada para lutar com a concorrência dos genéricos e proteger os lucros nos anos que estão por vir.


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