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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Cura para o HIV na esquina como estudo encontra escondido o paradeiro de vírus latente.

Um novo estudo revelou que HIV latente pode ficar escondido em células do sistema imunológico "tranquila", sugerindo que fosse possível a cura e não apenas de controle HIV. Pesquisadores da Universidade de Rockefeller mostraram que medicamentos para HIV tornaram-se hábeis em suprimir a infecção, mas eles ainda não consegue eliminá-lo porque a medicação nessas pílulas não toca reservas ocultas do vírus, que se encontram latentes dentro de células brancas do sangue infectadas.

Autor Lillian Cohn disse que recentemente foi demonstrado que células brancas do sangue infectadas pode proliferar ao longo do tempo, produzir muitos clones, genes do HIV que contém todos os. Cohn acrescentou que, no entanto, eles encontraram que estes clones não aparecem abrigar o reservatório latente do vírus, em vez disso, sua análise aponta para células que nunca tenham dividido como a fonte do reservatório latente.

HIV visa principalmente linfócitos T CD4, um tipo de célula T envolvido em iniciar uma resposta imune, e quando isso acontecer, pode produzir uma infecção activa, a célula para produzir mais cópias de si mesmo na ordem de seqüestro infectar outras células e matá-lo no processo.

Drogas anti-retrovirais que suprimem a infecção pelo HIV trabalham por perturbar este seqüestro, mas o vírus também pode falhar produzir uma infecção activa, permanecendo quieto, pequeno fragmento de ADN escondido dentro do genoma da célula hospedeira. Se assim for, as drogas não tem nada para atrapalhar, e a infecção permanece latente. Se um paciente parar de tomar anti-retrovirais, a infecção se recupera e é verdadeiramente incrível que o vírus pode dar origem a AIDS 20 anos após a infecção inicial, diz Cohn.

Cohn acrescentou que, enquanto eles não podem descartar a possibilidade de que um clone raro de células pode conter um vírus ativo, parece mais provável que o reservatório latente e o alvo em potencial das terapias para curar o HIV reside nas células mais raras única contendo integrações exclusivas.

O estudo foi publicado na cela.

Fonte: http://www.dnaindia.com/world/report-cure-for-hiv-around-the-corner-as-study-finds-hidden-whereabouts-of-latent-virus-2057249

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Dicas de saúde: Existe diferença entre atividade física e exercício físico? Algum,destes é mais ou menos indicado para o portador do vírus HIV?

A diferença está mais relacionada ao uso dos termos. A atividade física pode
ser qualquer conjunto de movimentos que realizamos em nosso cotidiano, que
aumentam o nosso dispêndio de energia em um nível
maior do que quando estamos em repouso. Limpar
a casa, subir as escadas de nosso prédio, cuidar de
um jardim, caminhar de casa até o trabalho e ter relações
sexuais podem ser considerados exemplos de
atividade física, entre inúmeros outros. Já o exercício
físico não deixa de ser caracterizado uma atividade
física, porém possui um caráter intencional e sistematizado,
em que a pessoa se dispõe a realizar uma atividade de forma planejada e
regular. Por exemplo, quando caminhamos ou pedalamos na orla da praia duas
a três vezes na semana, estamos realizando uma atividade planejada, regular e
intencional, isto é, estamos nos exercitando fisicamente. É importante esclarecer
que o exercício físico é distinto por uma progressão na duração, na intensidade,
na carga, na frequência com que é realizado. Ambos são indicados, desde que
não haja restrições médicas. É importante que o soropositivo tanto seja ativo fisicamente,
dispondo-se a realizar com frequência atividades físicas, quanto se
insira em um programa de exercícios regular. Com um programa de exercícios
regular é possível amenizar alguns efeitos causados pelos medicamentos, pelo
próprio vírus. O risco de morbidade por alterações metabólicas pode ser reduzido
com a prática, melhorando a qualidade de vida de qualquer pessoa, seja ela portadora
do vírus ou não. No caso da infecção pelo HIV, quando o quadro evolui para
a AIDS, em que esta começa a assumir contornos de doença crônica, estratégias
que aumentam o potencial do bem-estar dos infectados devem ser estimuladas.
A partir disso, defende-se a possibilidade de se prescreverem exercícios para
essa população (Farinatti et al., 2008). Entretanto, é importante ressaltar que o
exercício é apenas uma das alternativas recomendadas para reduzir o sedentarismo
e alguns possíveis distúrbios provocados por ele. A manutenção da saúde
e da qualidade de vida depende de uma série de aspectos que muitas vezes não Perguntas & Respostas 13
estão relacionados diretamente ao indivíduo, como o uso de medicamentos, a
predisposição para desenvolver ou não determinadas doenças, sua profissão, sua
carga horária de trabalho, condição socioeconômica (salário, ambiente, habita-
ção), cultural, entre outros. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A genetica de lidar com HIV

Nós respondemos a infecções em duas formas fundamentais. Um delas é ‘resistência’, onde o corpo ataca o patógeno invasor e reduz os seus números. Outra, que é muito menos bem compreendida, é “tolerância”, onde o corpo tenta minimizar os danos causados pelo patógeno. Um estudo utilizando dados de um grande grupo suíço de indivíduos infectados pelo HIV nos dá um vislumbre sobre o por quê de algumas pessoas lidam com HIV melhor do que os outras.

Os autores constatam que a tolerância varia consideravelmente entre os indivíduos, que é determinada, pelo menos em parte, por genes que se herda, e os genes que influenciam a tolerância do HIV são distintos daqueles que influenciam a resistência. A equipe, liderada por Roland Regoes na ETH Zurich, publica seu trabalho no dia 16 de setembro na revista de acesso aberto PLOS Biology.

O HIV oferece uma oportunidade única para desmembrar a maneira que o corpo humano lida com a doença. Após o evento inicial da infecção, o vírus passa a residir em uma população de glóbulos brancos chamados linfócitos T CD4 +. O número de vírus, alguns meses após a infecção, chamado de “carga viral set-point”, pode ser usado para medir a resistência – o quão bem uma pessoa está lutando contra o vírus. No entanto, a infecção pelo HIV também oferece uma medida imediata de tolerância – quanto mais lento você perder suas células T CD4 +,  melhor você está tolerando a infecção. Esta situação de convivência entre o ser humano e o vírus pode durar muitos anos, mas quando o número de células T CD4 + desce abaixo de um nível crítico (menos de 200 células por microlitro de sangue), o sistema imunitário fica comprometido e o portador de HIV torna-se um paciente com AIDS , com consequências potencialmente fatais, se não forem tratadas adequadamente.

A chave para o estudo é a existência do estudo de coorte Swiss HIV, iniciada em 1988, – o que proporcionou esta oportunidade aos autores, com mais de 3000 pessoas infectadas pelo HIV em quem se podia medir tanto o ponto de ajuste da carga viral e da taxa de CD4 + T  e a perda de células CD4. Estes dois valores poderiam ser utilizados para avaliar simultaneamente resistência e tolerância, e combinando-os com uma riqueza de dados demográficos e genéticos sobre os mesmos indivíduos, permitiu aos autores começar a explorar o funcionamento de tolerância.

A primeira pergunta que fizeram foi a idade e sobre sexo . Em média, eles descobriram, homens e mulheres toleravam igualmente bem o HIV, mas as pessoas mais velhas tinham uma menor tolerância, com a doença progredindo quase duas vezes mais rápido em um com 60 anos de idade,  em relação a um de 20 anos de idade.

Os autores, em seguida, olharam para fatores hereditários que influenciam a tolerância ao HIV. Eles observaram as diferenças genéticas que são conhecidas por estarem associadas com a resistência ao HIV e perguntou se estes também foram associados com tolerância. A resposta foi um esmagador “não”, confirmando a expectativa de que a resistência e tolerância são biologicamente fenômenos distintos.

No entanto, um gene que está envolvido na resistência também parece estar envolvido na tolerância. O gene de HLA-B, que codifica uma proteína envolvida no reconhecimento de patógenos pelo sistema imunitário, varia consideravelmente entre indivíduos. Embora algumas destas variantes sejam conhecidas por influenciar a resistência de uma pessoa ao HIV, os autores descobriram DNAque outras variantes do mesmo gene correlacionadas com a tolerância.

Portanto, este jogo-chave no sistema imunológico parece influenciar tanto a tolerância e resistência, mas de maneiras distintas.

Surpreendentemente, não parecia haver nada entre a tolerância e resistência – isso já era esperado de outros estudos, mas parecia que nesta coorte de portadores de HIV, tolerância e resistência podiam ser independentes ou caminharem lado a lado.

Os autores afirmam que “estes resultados adicionam à nossa compreensão de como os “anfitriões” toleraram infecções e poderia abrir novos caminhos para o tratamento de infecções.” A coisa mais  emocionante sobre a tolerância é que – ao contrário de resistência – é esperada de forma a ser “à prova de evolução.” Um dos problemas com a obtenção de resistência a um vírus, seja naturalmente ou com o uso de drogas é que é do interesse do vírus para desenvolver táticas evasivas que contornem o mecanismo de resistência. No entanto, a tolerância do vírus se encontra de modo que evolução viral do hospedeiro humano não deve ser um problema.

O trabalho descrito aqui representa um passo inicial em explorar o mecanismo de tolerância em seres humanos, e uma vez que entendamos como a tolerância funciona, poderíamos, então, estar em uma posição propícia a manipulá-la e ajudar as pessoas a viverem com HIV de forma mais confortável e por mais tempo.

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Tradução

Rodrigo S Pelegrine

Revisão: Cláudio Santos de Souza

Fonte da história:

A história acima é baseada em materiais fornecidos pela PLOS.

Jornal de referência:

Roland R. Regoes, Paul J. McLaren, Manuel Battegay, Enos Bernasconi, Alexandra Calmy, Huldrych F. Gunthard, Matthias Hoffmann, Andri Rauch, Amalio Telenti, Jacques Fellay. Dissociar tolerância humana e Resistência contra o HIV. PLoS Biology, 2014; 12 (9): e1001951 DOI: 10.1371 / journal.pbio.1001951


Medicamentos do HIV podem tratar doenças dos olhos

O epitélio pigmentar da retina (as bordas das células em vermelho) tratadas com medicamentos para HIV/AIDS são vistas em uma foto de um comunicado sem data, cortesia de Younghee Kim da Universidade do Kentucky.

 (Reuters) – Um grupo de medicamentos usados por três décadas por pessoas infectadas com o vírus que causa AIDS pode ser eficaz no tratamento da causa principal de cegueira entre os idosos.

Os medicamentos para HIV chamados inibidores de transcriptase reversa do nucleotídeo (NRTIs, em inglês), incluindo o AZT e outros três, bloquearam a degeneração macular relacionada à idade em ratos e funcionaram bem em experimentos envolvendo células da retina humana no laboratório, disseram os pesquisadores na terça-feira.

Em pessoas infectadas com HIV, os NRTIs bloqueiam uma enzima que o vírus usa para criar mais cópias de si mesmo. A nova pesquisa mostra que os medicamentos também bloqueiam a atividade de um caminho biológico responsável por ativar processos inflamatórios no corpo.

É aquela qualidade previamente não reconhecida que faz os NRTIs uma promessa no tratamento para degeneração macular bem como a doença de enxerto versus hospedeiro, uma doença mais rara que pode ocorrer depois de um transplante de medula óssea ou com células-tronco, dizem os pesquisadores.

O oftalmologista da Universidade do Kentucky, Dr. Jayakrishna Ambati, que liderou o estudo publicado no jornal Science, disse que a degeneração macular afeta aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo todo.

“Com o envelhecimento da população, projeta-se que afetará 200 milhões de pessoas por volta do ano de 2020. Portanto, é crítico que nós desenvolvamos tratamentos novos e melhorados para esta doença que está crescendo como uma epidemia”, disse Ambati.

A degeneração macular causa a morte das células na macula, uma parte do olho localizada próximo do centro da retina que permite a visão em agradáveis detalhes.

O doença crônica tem duas formas: “seca” e “molhada”. Existem vários tratamentos para a degeneração macular “molhada”, mas apenas por volta de um terço dos pacientes conseguem melhoriaUntersuchung bei Augenarzt mit Spaltlampes significativas na visão. Não há tratamentos aprovados para a forma “seca” que é muito mais comum, mas menos grave.
A tipo “molhada” ocorre quando vasos sangüíneos anormais crescem embaixo da macula e vazam sangue e fluído. A forma “seca” ocorre quando as células na macula quebram.
No novo estudo, os NRTIs bloquearam uma coleção poderosa de proteínas que podem matar as células na retina, preservando a visão nos ratos.
Os pesquisadores estão planejando testes clínicos para os meses seguintes e isto poderia ficar conhecido dentro de aproximadamente dois ou três anos se os medicamentos são eficazes no tratamento da degeneração macular em pessoas, disse Ambati.
Como estas drogas pouco dispendiosas já estão aprovadas pela Administração de Medicamentos e Alimentos dos EUA e tem um bom registro de segurança, eles poderiam ser rapidamente “repropositados” para tratar outras doenças, ele adicionou.
CRÉDITOS: REUTERS/YOUNGHEE KIM/UNIVERSIDADE DO KENTUCKY/COMUNICADO VIA REUTERS
 (Reportagem por Will Dunham; Edição por Frances Kerry)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sifilis

A sífilis é uma infecção bacteriana (Treponema pallidum) que se espalha mais comumente através do contato sexual. A infecção geralmente causa doenças através dos anos. Nos estágios iniciais, a sífilis causa doenças dos genitais, membranas mucosas e na pele. Se não for tratada, a sífilis pode levar a problemas sérios, como problemas de coração, problemas neurológicos (neurosífilis), cegueira, demência e morte.
Desde 1996, as taxas de sífilis vêm aumentando nos Estados Unidos, notadamente entre homens que fazem sexo com outros homens.
A sífilis é transmitida de pessoa para pessoa através de contato direto com uma lesão ou ferida causada pela sífilis, geralmente durante o sexo vaginal, anal ou oral. Mulheres grávidas podem passar a seus bebês. A sífilis não pode se espalhar por assentos de vaso sanitário, maçanetas de porta, piscinas, banheiras de hidromassagem, banheiras, roupas compartilhadas ou utensílios para comer.
Enquanto os problemas de saúde causados pela sífilis em adultos e recém-nascidos são sérios por si só, as feridas genitais causadas pela sífilis em adultos também tornam mais fácil a transmissão ou aquisição da infecção por HIV através do contato sexual.
Estudos sugerem que pessoas com HIV que se tornam infectadas com sífilis podem estar mais propensas a desenvolver lesões e podem ter um progresso mais rápido das doenças por sífilis. Uma pessoa com HIV também pode temporariamente ver suas células CD4 caírem e os níveis de HIV aumentarem durante os estágios iniciais da sífilis, mas então melhoram depois de serem tratados.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Os desafios de um adolescente com HIV

Os adolescentes encaram uma serie de desafios incomparáveis — e geralmente menos valorizados — no que diz respeito à assistência medica efetiva e tratamentos bem-sucedidos do vírus HIV. John Steever, Medico no Centro de Saúde de Adolescentes do Centro Medico Monte Sinai em Nova York está profundamente familiarizado com estes desafios: ele supervisiona os cuidados de aproximadamente 100 jovens HIV – positivo.

O Dr. Steever falou por telefone com Mathew Rodriguez, nosso Editor da Comunidade Local, sobre o trabalho dele e sobre como os cuidados com o HIV em adolescentes difere dos cuidados do HIV em adultos, e as maiores prioridades que os prestadores de serviços médicos deveriam ter em mente quando tratarem adolescentes HIV-positivo.

Você pode dizer um pouco sobre o Centro de Saúde Adolescente do Monte Sinai e qual seu papel la

O Centro de Saúde Adolescente é na verdade um dos maiores centros de saúde adolescente auto-sustentável dos Estados Unidos. Lá nós vemos todos os anos por volta de 12, 000 indivíduos únicos. Nós fazemos isto de graça para a juventude; nós não cobramos nada deles. Nós somos livres de várias concessões, assim podemos oferecer assistência medica sem nenhuma barreira para os adolescentes.

Eu sou um dos médicos lá, então eu vejo jovens de todos os tipos, de idades entre 12 a 24 ou 25 anos. Nós todos fazemos muitas assistências medicas reprodutivas; trabalhos de GIN (ginecologia), testes de DST`s (Doenças Sexualmente Transmissíveis), testes de gravidez, doação de métodos de controle de natalidade. E tudo isso é feito de graça para as crianças. Então, todos os exames laboratoriais que nós fazemos são gratuitos. Todos os métodos de controle de natalidade que nós doamos são gratuitos. Nós doamos amostras. E então quando nós tratamos DST’s, nós também doamos amostras. Então a juventude não encontra muitos obstáculos para conseguir cuidados médicos. Nós somos realmente super compreensivos. Nós temos uma ala de cuidados médicos. Nós temos uma ala de cuidados ginecológicos. Nós temos uma ala de saúde mental, incluindo psicólogos, assistentes sociais e psiquiatria infantil. Nós também temos educadores em saúde. Nós temos uma nutricionista na equipe. Nós temos um advogado na equipe para jovens que possam precisar de assistência jurídica. Nós temos uma clinica dentaria, e uma nova clinica de olhos que esta disponível aos jovens. E todos estes serviços são gratuitos. Nós fazemos uma combinação de agendamentos e encaixes.

O que eu faço dentro daquele grupo: eu especializo e supervisiono o cuidado medico dos adolescentes soropositivos. Nós temos por volta de 100 jovens em cuidados que tem HIV; alguns nasceram com o vírus (aquisição perinatal), mas a maioria deles contraiu através do ato sexual. E a maiores deles são jovens rapazes de cor que fazem sexo com outros homens – então este panorama reflete um pouco a epidemia na cidade de Nova York.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Prevenção ainda barra em tabus

Um grupo de adolescentes da Escola Estadual Professor José Carlos Pinotti, na Zona Norte de Londrina, descobriu que HIV e aids são palavras com um significado que extrapola eventuais notícias de jornais. Graças ao programa "Saber para Reagir", uma iniciativa da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia) em parceria com a Johnson & Johnson, eles participaram, durante todo o ano, de oficinas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), aids, diversidade e relações de gênero.

Vanessa Santos, 17, Gustavo Cruz, 17, Mateus Silva, 16, Victória Correia, 15, Persia Lara, 15, e Emily Nathaly Rodrigues, 16, são alguns dos alunos que integraram as oficinas. Os relatos sinceros dos jovens demonstram que a prevenção da AIDS só será eficiente quando o assunto for tratado sem todos os tabus que envolvem a sexualidade desta faixa etária.

Apesar de já namorarem, alguns dos jovens jamais tinham visto um preservativo. Também contaram que, antes do projeto, sabiam que o vírus HIV existia, mas não faziam ideia que o risco era tão próximo. "Sinceramente, eu não sabia direito o que era aids. Fiquei sabendo através do projeto da Alia", contou Gustavo, que mesmo tendo acesso às informações confessa ser capaz de, na empolgação, ter relações sexuais sem preservativo. "Se eu fosse ficar pensando em todas as doenças, não fazia nada", justifica ele, que também não teme uma possível gravidez das parceiras. "Se ela engravidar, a gente cuida", simplifica.

Mais conscientes, até porque também temem a gravidez, algumas meninas denunciaram que os próprios serviços de saúde são pouco acolhedores em relação à sexualidade dos adolescentes. "Já fomos ao posto de saúde pedir preservativo e os atendentes ficaram bravos, disseram que não temos idade para ‘isso’", reclamam, reforçando que o tabu em torno de assunto é mais perigoso que a simples falta de informação. "Se nos sentimos julgadas, não vamos mais pedir", concluem elas, que nunca mais voltaram à unidade de saúde com o objetivo de se proteger.

Os adolescentes que têm abertura para falar de sexo com os pais demonstram ser mais conscientes. "Minha mãe fica do meu lado e me explica sobre doenças e o risco de gravidez. Percebo que muitos pais viram as costas para as filhas e são essas meninas que acabam caindo na conversa dos caras mal intencionados", diz Emily. Victória conta que a mãe encontrou uma boa estratégia para comunicar à filha que está disposta a falar sobre sexo. "Ela coloca panfletos orientativos na minha bolsa", diz.

Paulo Wesley Faccio, educador social da Alia, explica que os adolescentes costumam ter comportamentos de alto risco porque ainda não compreendem que são vulneráveis às doenças. "Eles agem de acordo com o ‘embalo do momento’", afirma, acrescentando que as baladas movidas a bebidas alcoólicas aumentam a vulnerabilidade dos meninos e meninas. "Apesar da venda ser proibida, eles conseguem com muita facilidade", lamenta.

O educador destaca que os adolescentes ainda não são maduros para negociar o uso da camisinha. "Acham que, se propuserem a proteção, o outro vai achar que tem algo errado. Este comportamento explica também a vulnerabilidade de grupos como idosos e mulheres casadas", diz.

A escola, para ele, e o ambiente ideal para discutir sexualidade e prevenção de HIV e aids. "A equipe da José Carlos Pinotti foi muito corajosa", elogia.

A pedagoga Vera Lúcia Bueno, coordenadora do projeto na escola, e a diretora Evelice Bueno destacam que a introdução do tema na rotina dos estudantes demandou mudança de paradigmas entre os educadores. "Enquanto estávamos trabalhando a sexualidade de um jeito antigo, explicando sobre anatomia, nos deparamos com a realidade de ter um aluno HIV positivo", exemplificam. O projeto da Alia deu subsídios para a equipe envolvida conseguir tratar o tema de maneira mais próxima da realidade dos adolescentes. "Nossa expectativa, agora, é que os serviços de saúde ofereçam uma ação integrada que trate de sexualidade e diversidade através do programa ‘Saúde na Escola’", esperam.
Por: Carolina Avansini
Reportagem Local - 
http://www.folhaweb.com.br/

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Dúvida Positivo: Se tiver indetectável eu posso passar o vírus?


Tive relação com minha esposa durante três anos, antes de ter certeza do HIV e adotamos o preservativo!  Ela não pegou...

Quando a minha carga viral estava a 10 000, minha infectologista disse que neste quadro já iria transmitir HIV, que de forma alguma poderia transar sem o uso de preservativo!

Hoje minha carga viral esta indetectável já a algum tempo!

E pesquisando sobre o assunto, na INTERNET: Tenho visto vários depoimentos em convenções discutindo sobre o tema: 

Que se você não tem uma DST e esta com a carga indetectável não passaria o HIV.

Resposta: 

O PARTNER provou algo que os militantes da luta contra o HIV há muito suspeitavam: pessoas portadoras do HIV com carga viral indetectável não transmitem o vírus a seus parceiros. Quase 800 casais participaram do estudo, todos sorodiscordantes, gays e héteros, com o parceiro soropositivo apresentando uma carga viral indetectável. Ao longo de dois anos, mais de 30 mil relações sexuais foram contabilizadas e documentadas (os casais foram escolhidos tendo por base sua tendência a fazer sexo sem preservativo).

Nem uma transmissão do HIV sequer aconteceu entre aqueles que tinham carga viral indetectável durante o estudo. Se o Estudo PARTNER estivesse testando um novo medicamento, as entidades responsáveis o aprovariam imediatamente e colocariam a droga no mercado.

Os resultados do Estudo PARTNER fortalecem a estratégia de prevenção conhecida como "Tratamento Como Prevenção" (TcP), ou seja, uma pessoa soropositiva deixa de provocar novas infecções quando realiza o tratamento como devido. Até hoje, não há um único caso confirmado de alguém que tenha carga viral indetectável e tenha infectado outra pessoa, seja nos estudos científicos, seja na vida real.

Mas não adianta dizer isso para uma fatia considerável de gays céticos, muitos dos quais correram para seus teclados para fazerem pouco caso das descobertas desse estudo. Frases como "sensação falsa de segurança", "soropositivos são mentirosos", "ciência barata" e "mesmo que haja um pequeno risco" se alastraram por posts de Facebook e comentários de sites. A população de Williamson deve estar concordando cheia de orgulho.

Essa resistência aos resultados do Estudo PARTNER tem grande correlação com as dúvidas teimosas sobre PrEP (profilaxia pré-exposição, ou parceiros soronegativos que tomam o medicamento Truvada para barrar a infecção). Apesar de virtualmente todas as argumentações ansiosas contra a PrEP já terem sido refutadas pelos fatos, os descrentes continuam a rejeitar de cara os indícios, ou a fazer julgamentos moralistas sobre as vidas sexuais dos soronegativos que embarcam na PrEP.

Fonte:estudo-partner-profilaxia




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